A Tatuagem borrada – Os cinco erros de David Fincher em The Girl with the Dragon Tattoo

The Girl with the Dragon Tattoo (2011 film)

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Fui ontem assistir a refilmagem americana de “Os homens que não amavam as mulheres”, de David Fincher, baseada na obra de Stieg Larsson. A princípio, quando do anúncio de que haveria esta refilmagem, fui tomado por aquela sensação que considera uma besteira toda e qualquer refilmagem. Se alguma vez vi alguma que tenha sido melhor que a original, esta foi a exceção que confirma a regra. A reação de quase todos os fãs da trilogia era mais ou menos a mesma. Bradavam desaforos em todos os fóruns de discussões da obra de Stieg, e não faltavam elogios – justos – aos produtores suecos da Yellow Bird, que haviam feito bonito com a filmagem dos três capítulos da série Millennium, onde eles permaneceram bastante fiéis à idéia original do autor.
Ao longo do tempo, porém, quanto mais chegavam notícias sobre o andamento da produção da Sony, mais os preconceitos iam caindo. Afinal, Fincher havia engajado excelentes atores, estava com locações na Suécia, e dizia-se, não iria poupar nas tintas para realçar os pontos mais polêmicos do livro. Depois, a estratégia de marketing contribuiu para o resto: uma série de virais inteligentes tomou a internet e despertou a curiosidade sobre o filme, chamado em inglês “The girl with the Dragon Tattoo”, mesmo título dado ao livro nos EUA.
A estréia americana, em 21/12/2011, sob o moto ‘the feel bad movie for Xmas’, garantiu ao filme o quarto lugar nas bilheterias. Nada mau, para a classificação restritiva que ele recebeu.
Portanto, ontem, dia da estréia no Brasil, eu estava desprovido dos preconceitos iniciais e com muita expectativa de ver algo realmente surpreendente.
Mas mal iniciou a projeção e aquela sensação sobre as refilmagens começou a fazer eco. David Fincher iria borrar a tatuagem do dragão. Errar a mão. E não deu outra. Fincher errou em pelo menos cinco pontos, na minha opinião.

1.    Já filmou pensando nas sequencias.
Desde a abertura estilizada, com um que de James Bond, até algumas mensagens nem tão subliminares assim ao longo da narrativa, deixam a entender que ele quis dar uma tratativa de franquia ao material que tinha na mão.
2.    Salander não é uma super-herói
Lisbeth Salander é uma personagem complexa demais e de difícil tradução. Para quem não leu os livros, é muito complicado entender as motivações e a personalidade de Salander em apenas alguns poucos minutos de projeção. Fincher carregou na atitude vingativa de Lisbeth, mas errou ao deixar de lado o aspecto mais introspectivo da personagem. A anti-sociabilidade dela ganhou tons muito violentos, o que não corresponde à personagem de Stieg.

3.    Não explorou como poderia os pontos fracos das versões suecas
É certo que o filme original não primava pela ação e pela capacidade de agarrar a plateia com seu ritmo. Fincher melhorou apenas um pouquinho estes quesitos, mas ainda ficou muito aquém do que já mostrou ser capaz de fazer.
4.    Mudou um elemento importante da história

Este para mim o ponto mais incompreensível, pois não havia nenhuma razão para tal. Fincher não surpreendeu com sua alteração, mas para quem conhece o texto de Stieg, fica a pergunta: Para quê?

5.    Propaganda ficou melhor que o produto
Francamente, depois de todas as geniais etapas preparatórias para o lançamento do filme, da qualidade do material colocado nos sites, do trailer alucinante, do bom uso da música, ficou aquela sensação amarga de que venderam artigos precários em uma embalagem maravilhosa.

É claro que o filme tem seus acertos, suas ousadias e algumas cenas brilhantes. Mas fica a sensação de que é pouco.

Ainda bem que hoje em dia não tem tatuagem que não se remova. Demora, mais sai.

A propósito, tudo sobre os livros e os filmes suecos e outros comentários sobre a versão de Fincher na aba “Millennium” ai em cima.

Vá logo ser visto

Kodachrome

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As fotos falam. Contam as histórias daquelas pessoas, mesmo sem emitir um único som. As fotos calam. Mostram o horror da guerra e a idiotice do Homem, apagando qualquer chama de esperança. Causam uma dor imensa, paradas ali, a tua frente, clamando salvação. Elas também cheiram a podridão dos corpos queimados, exalam o odor fétido de água parada, o mofo das roupas e mesmo a sujeira das ruas imundas. Sentem. Sentem que tu não és insensível, que elas conseguem te transportar para o mundo delas, para o distante e colorido Rajastão, para o buraco perdido nas montanhas afegãs, para o meio dos destroços de qualquer batalha. Tu estás ouvindo?
E as fotos te olham. Ah, eles te olham, sempre. Esbugalhadamente. Tu que és exposto àqueles olhos todos. Expressivos ao extremo, densos, tristes. Sim, a maioria são pares tristes de olhos a te ver. Revelando tudo para ti. Implorando para que tu reajas. Faz alguma coisa. Usa teus olhos e vê. Pois ser visto por todos aqueles olhos é estar no palco do mundo todo. Não percas esta oportunidade. Mas saias da frente deles ciente do teu papel.

Vá ser visto logo pela exposição de Steve McCurry no Insituto Tomie Otake antes que as fotos te deixem sozinho, a ver o nada.

Goodbye Yellow BRIC Road, ou O que eu aprendi sobre a China

Vejo muitas discussões rasteiras, bidimensionais, sobre diferenças entre Brasil e China. Muitos falam que um sistema não democrático facilita a tomada de decisões e consequentemente funciona como alavancador da velocidade com que a China ganha espaço. Outros dizem que é a apatia dos chineses, que tudo acatam sem pestanejar o que realmente destrava o país. Nada disso me convence. O que precisamos definitivamente apreender é que obstinação não depende de regime político, nem qualidade das instituições ou qualquer de outro falso argumento para justificar porque o entre a Grande Muralha e o Himalaia existe tanta “acabativa”.

O que move a China, e a faz tão apta a exercer o domínio no novo milênio, são suas pessoas. E estas são ordeiras, disciplinadas, obstinadas e que sabem que o esforço individual ao fim e ao cabo é a mola propulsora do progresso. E eles estão aplicando esta firmeza de caráter para estudar, estudar mais ainda e ainda aprofundar-se nos estudos. Veja aqui a reportagem de Gustavo Ioschpe sobre a educação na China que ilustra isso sobremaneira.

A estrada de tijolos amarelos terá de achar outra cor. Minha aposta é que ele vai empalidecer de vez. É difícil ela ganhar os tons pardos dos ursos da velha Rússia ou mesmo os tons da mulatice indiana. Ambos os países carecem de instituições sólidas para ditar o crescimento sustentável. O enorme arco-íris brasileiro que tudo comporta infelizmente não tem a capacidade de planejmento que é indispensável para ditar o ritmo desta marcha. E os amarelinhos do Império do Meio vão para outra divisão logo, logo. Mais acima, muito mais acima.

Resiliência, obstinação, caráter, disciplina e objetivos claros nunca fizeram mal a ninguém.

Trilogia Millennium: as datas de exibição na TV de Millennium 2 e 3 (os originais suecos)

Aproveitando-se do furor que causa o lançamento do filme de David Fincher “The Girl with the Dragon Tattoo”, a refilmagem de Millennium 1 “Os Homens que não amavam as mulheres”, e que estréia em 27 de janeiro no Brasil, mas ao mesmo tempo sem nenhum marketing, a TV brasileira vai exibir os originais de “A Menina que brincava com fogo” (Millennium 2) e a “A rainha do castelo de ar” (Millennium 3). Tais películas entraram na grade do canal HBO Max com diversos horários de exibição agora em janeiro e fevereiro. Os filmes aqui no Brasil nunca chegaram ao mercado, nem em cinema, nem em vídeo. Os direitos de distribuição pertenciam à Imagem Filmes, que optou por abrir mão dos mesmos, devido à baixa repercussão do primeiro filme da trilogia, lançado no Brasil em maio de 2010, atingindo apenas 37.000 espectadores, após 7 semanas em cartaz.

Os filmes serão exibidos na sua versão para o cinema. A versão extendida, que foi exibida como minisérie nas TVs nórdicas e que agrega algo como 3 horas de filmagem na soma dos três filmes, esta continuará inédita entre nós.

Para ver os horários de “A Menina que brincava com fogo”, clique aqui.

Para ver os horários de “A Rainha do Castelo de Ar”, clique aqui.

2012: Ascensão e Queda dos Pequenos Homens

Este parece ser o ano onde os pequenos homens chamarão muita atenção. Para o bem e para o mal. Muitos cairão. Vão sucumbir ao peso de seus sonhos de grandeza ridículos. Outros infestarão por aí como pequenos mosquitinhos da dengue: você mal os vê, mas eles causam uma barbaridade. Ocuparão espaços. Em 2012, não estaremos sossegados, não teremos paz com estes pestinhas.

A ameaça de uma grande queda vai atormentar o baixinho Sarkô, o nem tem verticalmente privilegiado Obama e o minúsculo ursinho da estepe Putin. E acima de tudo, o ínfimo, o minúsculo, o infinitesimal Chavez. Este, se tudo correr bem, será finalmente levado para a sua máxima pequenez absoluta. Os demais até podem se safar, mas sofrerão, e terão de diminuir ainda mais para se manter acima da linha d’água.

Os pequenos  J Edgar Hoover (mal chegava a 1,70), de Clint, Hugo, de Scorcese e Tintin, de Spielberg aportarão por aqui em grande estilo e terão a árdua e provavelmente inglória tarefa de combater a Dama de Ferro (Meryl Streep). O pequenino Oscar já se movimenta na prateleira. Na direção da Grande Dama, é claro.

Expectativas dignas de Dickens para os italianinhos Modigliani (1,65cm), Caravaggio (1,70) e De Chirico (ok, grego, mas de mãe e pai italianos). Para quem puder, e para fazer contraponto a esta série de piccolli ridotti, em Londres até 5 de fevereiro pode-se admirar as obras de Da Vinci, o grande, que era grande mesmo (1,90cm!), na National Gallery.

O pequeno Michael Bloomkvist vai se curvar, de novo, diante da grande, apesar de miudinha, Lisbeth, já em 27.01.

O cavaleiro das trevas se erguerá, diz o título do filme, mas na boa na boa este quarto filme decretará seu fim nas telonas. E Chris Nolan pelo jeito terá sua pequenez revelada, já que parece que ele não conseguiu se livrar muito de A Origem.

De grandes homens mesmo em 2012, comemoraremos os 100 anos de Nelson Rodrigues e veremos em São Paulo Thiago Abravanel encarnando o Tim Maia. Grande personificando Grande.

Maria Rita vai cantar Elis em março. Grandes mulheres.

Voltando aos pequenos, os endiabrados, enfurecidos espanhoizinhos seguramente vão levantar outra taça, na Euro 2012. Mesmo sem Messi, o pequeníssimo maior de todos, que não pode jogar a Eurocopa, porque, apesar de toda a crença de seus compatriotas, a Argentina não fica na Europa.

O Brasil Grande apareceu muito neste final de 2011, indo para sexto lugar no ranking do PIB. Em 2012, o Brasil Maior Ainda se aproximará ainda mais dos Tigres Asiáticos e mostrará de forma inequívoca toda a sua pujança. Teremos a Golden Week brasileira, da noite de 14 novembro, pré-feriado da República,  até a manhã do dia 21, pós-feriado da consciência negra. Duas pontes seguidas, 6 dias de folga in a row, coisa de país gigantesco, enorme, esparramando em seu bercinho nem tão esplendoroso assim. 

Pequeno, aliás.  Que se fará notar em 2012. Na Rio+20 em julho, para escancarar as deficiências da cidade maravilhosa, nas eleições em outubro para alçarmos de novo vários políticos incompetentes, homens mínimos, homens nulos, aos cargos públicos. É muita pequenez.

Um bando de diminutos, porém, vai vingar a raça destes seres ínfimos e nos fará alegres de novo. Terra Média,  O Anel e, este sim uma pequena grande maravilha, o precioso Gollum. Os Hobbits chegarão em Dezembro, oxalá, salvando o ano da praga de indefectíveis seres mal acabados que não prestam para nada.

O blog em 2011

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2011 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The concert hall at the Syndey Opera House holds 2,700 people. This blog was viewed about 9,100 times in 2011. If it were a concert at Sydney Opera House, it would take about 3 sold-out performances for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Vem te rindo 2012

Um início de década promissor. Os anos 10. Eles nunca foram particularmente bons nos últimos séculos, mas e daí? Eu acho que os anos 10 serão os melhores anos do século XXI, até prova em contrário.

E já este primeiro exemplar foi tão bom que quase dá vontade de não querer sair dele. Não sair de 2011. Sinto que é um ano que não merece ser arrancado da parede e virar memoria. Mas já que a opção ficar em 2011 é meio radical demais, o máximo que me permitirei fazer é deixar a folhinha lá, pregada na parede, atrás da nova.

Foi ano de testar os limites da resiliência: Mudei de emprego, mudei de casa, mudei de atitude, embora permanecendo o mesmo. Fiz as mudanças dentro de fronteiras bem definidas. Não confundir com o indefectível “deixa como está para ver como é que fica”. Mudei mesmo, aliás, se não tivesse mudado é que teria deixado de ser eu. Deu para entender? Pois é.

No fundo, no fundo, quem muito quer mudar radicalmente acaba por criar dentro de si os mecanismos que gerarão a autodestruição logo em seguida. Por isso vi mitos caírem e gigantes despencarem do alto de seus pedestais.  Que o digam os plantadores de primaveras do Egito, da Síria, até da Rússia. A primavera na tundra é algo raríssimo, saibam todos.

Este ano exauri a coleção de CDs: Levei ao todo 214 horas para voltar do trabalho, incluindo feriados.  Consumi troucentos quilos de CO2 parado no transito enquanto ouvia Chico, Jobim e outros bambas. Preciso renovar o estoque, e ficar mais sustentável. Já falo dessa parte.

Mas não fiquei só parado, todo o contrário, voei até demais.  Passei voando por muitas coisas, por temas que deveria ter visto melhor, por páginas de livros bons e por algumas amizades que deveria ter cultivado mais. Mas principalmente passei voando pelo triângulo mineiro.  Umas 15 vezes. Ô trem!

E andei muito na marcha certa também. Curti lentamente prazeres inenarráveis, sabores indescritíveis, odores absolutamente inebriantes, vi cores deleitantes e senti na pele arrepios mágicos.

Socializei a mil. Mais de 1000 contatos no LinkedIn e no Facebook.  Nenhuma agencia me rebaixou, meu risco segue mais que standard, nada poor, I hope. 

Mas rolou de tudo mesmo neste 11: rolou churrasquinho na laje, rolei no tapete. Só não rolou Rolex.

Mas, ainda que abatido, entrego-me ao inevitável:  vou para o 12. Vou enfrentar os Maias, dizem.  E se vieram os Astecas e alguns outros estrangeiros, enfretarei-os também, com toda galhardia.  Enfrentarei (preparem-se cinéfilos!) a tatuagem do dragão, o morcegão e o pequeno homem e tudo o mais o que vier. Não deixarei passar nada.  

Apenas tentarei ser mais sustentável a partir de agora. (não falei que falaria disso?) Sustentarei teses inéditas, erguerei castelos de areia, não cobiçarei nada além do que posso carregar eu mesmo. Mas me sinto uma jamanta, vou logo avisando.

E vou continuar sonhado a futura realidade e implementando sonhos do passado no próximo presente.

Sorry, Kundera, mas quanto mais leve o ser, mais sustentável ele é.  

Vem 12, vem te rindo.

A última cidade

O mundo é um mundo de cidades e vazios. Não fossem as cidades seria só o Vazio. No começo, aliás, era só Vazio. As primeiras cidades foram os primeiros aglomerados de homens que deixaram de ser caçadores-coletores. Dez mil anos atrás, talvez um pouco mais. De lá para cá, o mundo é cada vez mais cidades e cada vez menos o Vazio. As cidades ocupam. Mesmo para chegar aos vazios mais desejados, você tem de começar por uma cidade. Não existem aeroportos, portos ou qualquer outra forma de chegar ao Vazio, que não esteja em uma cidade. E as cidades se repetem, são todas iguais embora únicas ao mesmo tempo. Poucas vão contra a lógica, mas muitas são absolutamente ilógicas. Outras muito poucas mesmo são as que redefinem a lógica.  As cidades estão onde estão porque onde estão precisam estar. Nós as colocamos nos seus devidos lugares. As cidades são o esteio. As cidades são muitas.

Conheço Cidades-Vivas, que não envelhecem, apenas se modernizam.

Sei das Cidades-Estado, das Cidades-Modelo, das Cidades-Atrocidades.

Passei por Cidades-Versões de outras Cidades.

Vi Cidades-Mega, visitei Megalópoles-Giga, me apavorei com Conurbações-Tera,

Das Cidades-Chauvinistas quero distância, prefiro as Cidades-Calvinistas, as grandes e pequenas Utopias com nomes lindos de magníficas Damas.

Sobrevoei Cidades em baías, Cidades em istmos, Cidades abismos. Atraquei em Cidades-Colo, de tão acolhedoras.

Amo Cidades sem fronteiras, cidades do mundo. Odeio Cidades-Muro, fronteiras criadas e rasgadas por arame, cimento, tijolo.

Quantas são Cidades sem identidade, cidades de baixo IDH.

Mergulhei em Cidades envoltas em poeira, Cidades pura lama.

E as cidades-enclave, as cidades dentro das cidades, ilhas de Cidades sofrendo com a Cidades a sua volta.

E por aí vai. De cidade em cidade. Sempre a mesma Cidade.

Todas são Cidades com gente. Gente que hoje transita, não habita. A massa de gente indiferente ao que a Cidade sente. Gente que pula de cidade em cidade e que não mais sabe qual sua cidade.

E então eu vi a Última-Cidade.

Cheia de gente transeunte, pulante, claudicante, na grande Cidade-Ignorante, extravagante, descompromissada. Cidade-Ignorante que cresce, inunda, ocupa. Cresce ao redor do mundo todo até inundá-lo de Cidade. O mundo, então, todo imundo, cheio da Cidade-Nojo, toda conurbada, fica uma Cidade-Coisa só. E os vazios, já eram, tomados pela Cidade-Imundo-Mundo.

Mas esta Cidade-Tudo, depois que cresce até o fim do mundo, não para de crescer e explode. E vem o Vazio. O grande vazio, como no começo.

Onde ninguém poderá chegar, pois já sem cidades para conectar. Tampouco alguém haverá.

Ninguém.

30 days to go: toda a estratégia de lançamento do novo “Os homens que não amavam as mulheres” (The Girl with the Dragon Tattoo)

Dia 21 de Dezembro estréia nos EUA a versão de David Fincher para a primeira parte da Trilogia Millennium de Stieg Larsson. A estratégia de divulgação do filme é massiva, e tem sido bem sucedida, gerando muito atenção em todas as frentes. É uma estratégia que pode alavancar nomeações ao Oscar, embora o próprio David Fincher tenha declarado que “este não é um filme de Oscar”. Entende-se o que ele diz. Fincher aposta pesado no lado mais “dark” da estória, pelo pouco que podemos ver nos trailers e chamadas de TV, vai ser mesmo “the feel bad x-mas movie“. A Salander de Rooney Mara é extremamente outsider e o roteiro parece que vai carregar na parte pesada da trama, com ênfase ao tópico de exploração de mulheres, que era tangenciado apenas na versão sueca. O filme ainda não foi classificado, mas seguramente vai ganhar um R, o que quer dizer que menores só podem assistir acompanhados de um adulto.

Mas de volta à estratégia de lançamento, vejam só:

1. Duas chamadas para a TV, incluindo esta aí abaixo, de 1 minuto:

2. O site do filme na web é espetacular, com imagens alucinantes da Suécia, vale a pena visitar.

3. A trilha sonora do filme será lançada em 02.12

4. Soma-se a isto tudo um site que publica quase tudo da produção, o http://mouth-taped-shut.com/ e linka com outro,  http://www.whatishiddeninsnow.com/ onde pouco a pouco segredos são revelados em uma espécie de geo-catching game. Os internautas já acharam, por exemplo, 14 das flores enviadas à família Vanger, o capacete de Lisbeth e o diário de Harriet Vanger !

5. A cadeia de lojas H&M vai lançar uma coleção de roupas baseada na estética de Lisbeth:

6. A página do filme no Facebook já tem mais de 76000 curtições.

Enquanto isso, vivemos um ligeiro conflito de informações a respeito do lançamento do filme no Brasil. O site da rede Cinemark dá a estréia para 06 de janeiro, apenas duas semanas depois dos EUA, porém, o hiper-confiável calendário de lançamentos da Filme B aponta, desde faz muito tempo, a data de 27 de janeiro. A ver.

Dalí in Wonderland

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Salvador Dalí, em 1969 ilustrou uma edição especial de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. Nada mais apropriado. As imagens finalmente foram digitalizadas  e estão agora disponíveis na web. Veja no slideshow acima todas as ilustrações. Para tudo sobre Alice no País das Maravilhas clique na tag aí ao lado.

Walking Dead in Terra Nova, but A Gifted Man can save The Killing

Um caçador de boas séries sofre. Sofre com a desorganização da TV paga no Brasil, com a idéia ridícula de dublar para aumentar audiência, com as grades de horários mal estruturadas. O garimpo hoje em dia é árduo, a profusão de itens ofertados disparou. Comento aqui rapidamente o que andei vendo na nova temporada, deste segundo semestre de 2011:

1. Terra Nova

deveria ser uma obra-prima, mas tornou-se um pastiche absolutamente descartável. É rebuscado, e leva a assinatura de Steven Spielberg na produção. Mas ele aqui apenas reproduziu velhas idéias. Nada de novo. Fica com gosto azedo de Jurassic Park IV misturado com um filme z qualquer. Ainda que o capítulo inicial tenha sido de tirar o folêgo, uma vez que a trama se desloca para o passado longínquo a que são enviados os protagonistas, o que temos é um caldeirão de clichês e situações absolutamente mal pensadas. Parece que o roteiro foi concluído às pressas, deixando lacunas tão imensas quanto a suposta fenda no tempo que eles encontraram para deslocar os personagens do século XXII para a pré-história. E definitivamente, Spielberg deveria deixar de lado a obsessão com dinossauros.

2. A Gifted Man

bom começo, a partir de uma idéia um tanto amalucada de um espírito que de repente aparece para um médico super-famoso. Um Dr. House sem os arroubos característicos do médico mais famoso da TV, com uma visão à tira-colo. Promete. Aparentemente a trama não vai descambar para o esoterismo. O Dr. acha que está paranóico ou coisa parecida. Sua irmã o impele a buscar ajuda de um xamã. Onde isso vai parar?

3. The Killing

Quem matou Rosie Larsen? É o melhor que estou acompanhando. Um caso típico de trama policial com assassinato, mas com um enfoque diferenciado. Há sim todo o acompanhamento tradicional de pistas que conduzem a falsos suspeitos e há também os incríveis insights da detetive que vê o que mais ninguém vê. Porém, o recheio que dá o sabor peculiar a The Killing está na profundidade com que se lida com a dor das vítimas, na coesão de caráter dos personagens, nas tramas paralelas bem articuladas. As locações em Seattle, de onde a detetive não consegue sair para o seu casamento, transmitem toda a sensação de mal estar. Tudo sempre muito cinza. Ótima pedida! A lamentar apenas a desorganização do canal A&E, que traz a série em versão dublada, não tem sequer uma vinheta para o início e fim de cada parte. E ficamos vendo aquelas mesmas chamadas para os outros programas do canal, insistentemente.

4. Suburgatory

Boa sacada, embora parte de algo requentado, por tratar da vida nos subúrbios com aquele clima de sonho mas que na realidade esconde uma podridão só. Já vimos muito isso, mas a dosagem de humor da série, como que zombando de si mesma, faz a diferença.

É isso aí,

Um livro: Nemesis, de Philip Roth

Nemesis

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O nordeste dos EUA, no início dos anos 40 do século passado, vitimado por uma epidemia de poliomelite e pelos horrores da Segunda Grande Guerra, é o local onde Roth situa esta pequena novela. A desesperança e a dor grassam, vidas são destruídas e planos interrompidos. Bucky Cantor é um jovem promissor, que cuida do pátio da escola, onde os alunos se exercitam entre e após as aulas, aprendem conceitos básicos de sociabilidade e competição. Roth nos narra um calor senegalesco em plena Newark, mais preparada para os gélidos invernos do que para temperaturas acima dos 30 graus centigrados.

Todos adoram Bucky, que é amigável, prestativo, zeloso e honesto até a última gota de suor. Ele tem uma namorada linda, amigos bacanas e uma avó que cumpre o papel de mãe também, cuidando-o como ninguém. Embora míope, e a aí está a razão para não estar combatento no front, é um ás dos esportes. Admirado pelas proezas que realiza e mais ainda pelos ensinamentos que transmite aos jovens garotos de quem cuida, Bucky leva a vida pacifica e ordeiramente.

Mas a polio é poderosa naquela verão de 1944, não tem piedade e se abate sobre o bairro de Bucky como uma blitzkrieg.

Deus não pode estar certo, pensa Bucky, como pode permitir tantas atrocidades?

Roth a partir deste cenário investiga a culpa, a fé, a vida. O estilo é caústico, a narrativa flui sem muitos rodeios. A secura do texto combina com a aridez deste verão terrível, mas Roth, mais uma vez esquecido para o Nobel em 2011, segue nos dando ótimo material, que faz pensar. E é boa leitura, acima de tudo. 

Duas fábulas argentinas

Dois grandes exemplos da vitalidade do cinema dos Hermanos lá de baixo: os filmes Medianeras e Um Conto Chinês. O primeiro é impregnado de modernidade, retratando em belas imagens a vida de jovens desajustados,  viciados em iPods, iMacs, iPhones e tudo mais com o i na frente, por intermédio dos quais eles encontram quase sempre seu único caminho de expressão social.  A desordem urbana de Buenos Aires, retratada sem dó em toda sua feiúra (as laterais “mortas” dos prédios - as tais medianeras -  e o emaranhado sem fim de cabos e fios a cobrir o céu ) é usada como espelho das tonterias do país.  O filme desenrola um delicioso jogo de esconde-esconde dos dois personagens principais (cujas estórias são narradas em paralelo) até o encontro anunciado.  É sólido, bem escrito, com vozes em off que geram um bom efeito narrativo e com um olhar extremamente crítico para a sociedade portenha. Muito bom, em que pese o final um tanto piegas.

Já Um Conto Chinês tem Ricardo Darín como Roberto, um sujeito arredio e igualmente desajustado. Dono de uma loja de ferragens que parou no tempo, ele nunca viu nada com o i na frente, a exceção dos idiotas, que é como ele considera os seus fregueses, dos imbecis da embaixada chinesa, que não o ajudam a resolver o caso do imigrante que acaba hospedado por acaso em sua casa, e das incredulidades que ele coleciona dos jornais. A busca do desesperado chinês que não esboça uma palavra em castelhano acaba se tornando um enorme fardo para Roberto, que, alma boa que é, não vê escapatória a não ser ajudar ao pobre rapaz. O que Roberto não sabe é aquilo que todo espectador já viu: uma de suas estórias incríveis de jornal está bem diante dele, como que para assombrá-lo, expiá-lo dos horrores por quais passou.

Dois filmes a principio tão dispares, porém, no fundo, muito iguais. É de busca que estamos falando, de buscas incessantes por respostas, por satisfação, por justificativas para a existência. O Chinês, Roberto e os macmaníacos de Medianeras todos querem encontrar seu Wallys.

É isso aí,

The 7 immutable Laws of Corporate Budgeting

I’ve being dealing with Budgets in Corporations ever since I started working, in the middle of the 80′s (yeah, a long time ago).  Through these years I have collected the following immutable laws about doing this useless, time-consuming piece of inefficiency:

1. The pocket matters Rule : 
      The higher the amount of variable income that depends on reaching BUDGET  targets, the more modest the BUDGET will be
2. The micro Rule: 
     The more specific you go in your BUDGET  (micro-managing), the higher the risk of a huge failure
3. The Board Rule (and the board rules) :
     The Board always thinks that the BUDGET is too shy, it does not matter who belongs to the Board and even less, how much the BUDGET is higher than the previous year.
  
4. The fallacy Rule : 
     A BUDGET can never ever be presented without a significant growth in comparison to the previous year, however, if the previous year was a really extraordinary one, it suddenly becomes not a criterion for the BUDGET.

5. The must-grow Rule: 

     If you are not growing in comparison to previous year, you have not yet finished the BUDGET.

6. The nullity Rule:
     When you finally finish the BUDGET, it is time to do the FORECAST
7. The black swan around the corner Rule: 
     The BUDGET is never wrong, We just do not know why the actuals, unexpectedly, behave differently.
That is it.

Voos que vão surgir no Brasil nos próximos anos

Terminal 2 de GRU

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Quando a infraestrutura aeroportuária permitir, uma série de novos voos internacionais surgirão a partir de São Paulo. Eles servirão para atender uma demanda reprimida, criar novas oportunidades de turismo e negócios. Alguns poderão não se mostrar viáveis como operação regular, mas poderão ter um apelo seja para charters ou para uma operação de temporada.

São eles:

São Paulo – Tenerife > o voo facilitaria o turismo de brasileiros nas Canárias, ilhas espanholas na costa da Africa que recebem milhões de turistas por ano.  O tempo estimado de voo seria de 7 horas e meia. Hoje, para chegar nestas ilhas, o cidadão tem de ir até Madrid e voltar a Tenerife (10h30 de voo até Madrid e mais 4 para regressar) o que se configura um desafio logístico impensável.

São Paulo – Calama >  a porta de entrada do deserto do Atacama fica logo alí, 3h00 de voo, mas hoje, via Santiago, são 4h mais 2h de Santiago a Calama, sem contar o tempo em terra, inviabilizando este destino para quem apenas dispõe de uns poucos dias de férias.

São Paulo – Cairo > com 12 horas de voo chega-se direto na capital egípcia. Com o final do voo da El Al para Telaviv,  seria o caminho mais curto para toda a região do Medio Oriente.

São Paulo – Auckland > Hoje para brasileiros irem para a Oceania, somente com escalas em Buenos Aires ou Santiago. o Voo direto estimo em 14 horas, totalmente factível com as aeronaves de hoje.

São Paulo – Vancouver > para chegar nas Rochosas Canadenses, ou como via de acesso ao Alaska, nada melhor.  Em apenas 13 horas de voo. E de Vancouver para a Ásia, muitas ligações diretas.

São Paulo – Los Cabos > os melhores resorts do México, sem o risco dos furacões na zona de Cancun. 10 horas de voo. E criando ótimos possibilidades de conexões com os EUA, devido ao grande fluxo de low-cost carriers que levam os gringos para lá, principalmente do Oeste americano.

São Paulo – Helsinki > Helsinki é Hub da Finnair, que tem ótimas conexões para a Ásia via o pólo norte. 13 horas de voo

São Paulo – Cape Town >  o Rio de Janeiro da Africa, sem conexão em Jo’burg.

São Paulo – San Jose > para o centro da América Central, da bela Costa Rica, terra de surf, turismo responsável e de aventura, e aproveitando todas as conexões da TACA. E ótima competição para a COPA, que é ótima, mas 7 horas em um 737 é dureza.

São Paulo – Seychelles > o paraíso logo alí, a 13 horas de voo.

São Paulo – Viena >  porta de acesso à Europa Oriental, com as melhores conexões para tudo que ficava atrás da cortina de ferro

São Paulo – Philadelphia > o outro hub da US Airways, que hoje conecta o Brasil com os USA via Charlotte (?). Philly é mais história (berço da independência americana) e está a meio caminho entre NY e Washington.

São Paulo – Lyon ou Marselha > para descongestionar as ligações para a França, além de ser um pulo para a Provence e a Cote d´azur.

São Paulo – Atenas > a velha conexão que a VASP fazia poderia ser resgatada, facilitando a exploração do Egeu.

É isso aí,

Um Livro: Liberdade (Freedom) de Jonathan Franzen

Freedom

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O livro do século, segundo o The Guardian. Com um apelo destes, você entra na leitura com uma expectativa tremenda. Não vai se contentar com um enredozinho qualquer, uma trama de segunda, obviedades múltiplas. Claro que não. O bom é que Jonathan Franzen entrega o prometido. Como o século tem apenas 11 anos, sua obra é no mínimo uma competidora de respeito na disputa.

O autor abusa da forma narrativa alternada, passando a voz para várias personagens, uma por capítulo. Funciona. Com extrema habilidade, ele nos oferece vários pontos de vista sobre a estória que quer contar.

Somos apresentados aos Berglunds, típica família do meio-oeste americano, de descendência sueca, vivendo no meio-oeste americano após o 9.11.

Walter Berglund é casado com Patty, e eles tem os filhos Joey e Jessica, em idade de ir para a universidade. Walter está chegando a meia-idade e questiona suas atitudes perante a vida. Anseia ser como Richard, um roqueiro, seu grande amigo de juventude, ao mesmo tempo em que o despreza. Deste embate interno, dependem todas as decisões que ele toma. As boas e as ruins. Walter tem uma causa, o combate a superpopulação no planeta. É um estandarte da ética e do bom comportamento, mas não se acerta com os filhos e sua relação com Patty está por desandar. Patty é descontrolada, meio amalucada, e os capítulos com a voz dela são os mais surpreendentes. Os filhos seguem caminhos distintos. E Richard, bem Richard é uma espécie de Dude elevado ao quadrado. O cara mais cool da face da Terra.

Com estes poucos tipos e alguns outros personagens secundários, como Lalhita, a assistente de Walter no seu emprego, Franzen faz o que quer. Nos brinda passagens memoráveis e nos faz pensar sobre nossas próprias atitudes. E ao longo da trama, tece ácidos comentários sobre a politica americana, sobre o politicamente correto das causas “nobres”, como a febre da Sustentabilidade.

Um segredo do passado será a gota d’água que fará transbordar todas as tensões.

E por que Liberdade? Bem, eu interpreto que Franzen quis mostrar a impotência do Humano. O nosso aparente livre-arbítrio é exatamente isso, muito aparente. Livres são os pássaros, que não sabem nada, não tem vínculos emotivos e sobretudo, não pensam. A capa do livro na versão brasileira lamentavelmente omite o passarinho da capa americana original, uma pena.

O livro eh ótimo, embora Franzen tenha escolhido um final recheado de lugares-comuns, que talvez seja o ponto vulnerável desta brilhante peca literária.

O novo trailer para “The Girl with the Dragon Tattoo” de David Fincher

A Sony acaba de lançar o segundo trailer para o remake de “Os homens que não amavam as mulheres”. Desta vez, com 3:46 minutos de duração, revelando mais dos personagens e da forma como a estória será adaptada pelos americanos. Sem falar que circulam pelas salas americanas um outro trailer, muito mais longo, de 8:00, que vem sendo mostrado durante as exibições de “Straw Dogs” . Como este filme estréia por aqui dia 21/10, poderemos conferir se a estratégia para o Brasil será a mesma. A conferir. Lançamento de “The Girl with the Dragon Tattoo” no Brasil em 27.01.2012.

É isso aí,

Os 12 trabalhos de Hércules, versão Pós-Modernidade

Hercules killing the hydra

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E o grande Hércules, será que daria conta da lista abaixo?

1. Passear no shopping com os filhos, mas sem carteira.

2. Passar mais tempo com os filhos que com gadgets.

3. Encontrar candidatos certos para votar.

4. Exercitar a mente, pensar e aprender sempre. Não sucumbir pela idade. Tornar-se idoso sim, velho não.

5. Ver coisas novas regularmente. Mas no mundo real, não no virtual.

6. Cumprir com todos os papéis sociais, mas manter-se sempre você mesmo.

7. Trabalhar sem ferir nenhum valor.

8. Rejeitar o egoísmo exarcebado e engajar-se socialmente.

9. Não causar nenhuma externalidade ou pelo menos reduzir a sua pegada ecológica ao mínimo.

10. Entender a razão de quase tudo e aceitar o inexplicável.

11. Amar sólida e plenamente.

12. Encontrar a sua causa, aquilo porque vale a pena você estar aqui. Saber qual é sua Ítaca.

Francamente,  diante destas tarefas, capturar o touro de Creta e a Hidra de Lerna, matar o Leão de Neméia e prender o javali de Erimanto, tudo isso é baba.

A Passagem, livro 2 (The Twelve) : tira-gosto disponível

The Passage by Justin Cronin

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Justin Cronin prometeu a continuação de A Passagem (The Passage) para 2012, e parece que vai cumprir. Acaba de sair um extrato do texto, que a editora Hachette da Austrália colocou no seu site. Eu particularmente me decepcionei um pouco. Vi mais do mesmo, muito merchandising, pouquíssimas novidades. A estória de The Passage certamente tem estofo para uma trilogia, mas parece que, a julgar por estas singelas 11 páginas, as opções de Justin não foram as corretas. Vale mais a pena esperar pelo filme com base no primeiro volume.

Mas confira você mesmo aqui.