Inspirada por Lenine, para o Brasil

se está ruim, arrume,

se saiu do rumo, aprume,

se caducou, renove,

se deteriorou, inove.

se desgovernou, endireite,

se complicou, ajeite,

se se perdeu, engaje,

se mal armou, desmanche,

se perdeu, revanche,

se mixou, engaje,

se furou, emende,

se é crise, gere,

se é o país, lidere!

Precisamos do Segundo Iluminismo

No principio, éramos um bando de incautos errantes. Falta pouco, estamos quase chegando lá. De volta ao começo. Bem-vindo ao pior momento da Humanidade após a segunda grande guerra. Bem-vindo ao início do Mundo.

O ambiente está embaçado, ou na verdade é uma névoa tão densa que não nos permite discernir mais o que é e o que não é. Fukuyama tinha razão, a História acabou, não pelas causas e no momento em que ele previu, mas definitivamente acabou. Voltamos ao princípio, onde nos matávamos como animais irracionais, nos agredíamos como velhos Neandertais com meio cérebro. Onde os fracos não tinham vez. Eram sumariamente degolados. Onde países acabavam a golpe de machado, ou devastados por vírus, ou achincalhados por déspotas nada esclarecidos que davam plantão em vários palácios e matavam sua própria gente para perpetuarem-se no poder. E depauperam a cultura queimando estátuas, livros e todos os símbolos que desprezavam. Sem falar nos vendilhões do templo. Estes voltaram com doutorado.

Precisamos, de novo, nos elevar. Urge um Segundo Iluminismo, luzes, muitas luzes! Os nobres ideias sobre os quais alicerçamos a Humanidade nos últimos duzentos e poucos anos parecem tão enfraquecidos, tao esquálidos diante do terror e das trevas que é como se os tivéssemos jogado na lata de lixo.

Tivemos algumas primaveras, mas o manto frio deste longo inverno foi mais forte e dizimou o arremedo de esperança que havíamos semeado.

Para onde quer que olhemos, vemos desencanto. Brigamos e nos segregamos por qualquer motivo, temos as facções de quem curte e quem não curte, ricos contra pobres, norte contra sul, leste contra oeste. E morremos por fazer cartoons, morremos por defender a liberdade, morremos também por não cuidarmos bem de Gaia, por aquecer e queimar demais, morremos por não querer vacinar contra sarampo, morremos por simplesmente não entender o outro, morremos por nada.

Onde estão os Homens? Os Homens bons, os novos Voltaire? Surjam, surjam já!

Nietzsche advogava que as privações e as vicissitudes eram o caminho para o enobrecimento, para um novo estágio de evolução, onde surgiria, o Uebermensch, o pós-Homem. Pois de vicissitudes e privações já temos o bastante.

Que chegue este novo Ser para começar a História de novo.

Don’t Lorem Ipsum me / Não me venha com Lorem Ipsum

(or Letter to the one who wants to lead) (ou Carta a quem quer Liderar)

Tell me the true, in every occasion

Don’t come to me with euphemisms, with a golden layer on a hardball

Be a real leader, give me honesty and I shall return with commitment

Stay away from procrastination, from hiding facts and from miscommunicating

Don’t be afraid to tell me that you do not know the answer, let’s find it together

Don’t be afraid to expose yourself, a real leader is always transparent

Above all, unwrap and expose your weaknesses, we can’t excel if you do not show the real thing

To lorem ipsum is to be tiny centimeters away from being cynic

Instead, count on me to build great content

Don’t lorem ipsum me

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Não dissimule, conte-me a verdade em todas as ocasiões

Não me venha com eufemismos, nao doure a pílula

Seja um líder verdadeiro, abuse da honestidade e eu retornarei com comprometimento

Não procrastine, não esconda nada e comunique, comunique sempre

Não tenha medo de dizer que não sabe a resposta, vamos encontrá-la juntos

Não tenha medo de se expor, um líder é sempre transparente

Acima de tudo, desembrulhe e mostre suas fraquezas, não dá para atingir a excelência sem iniciar conhecendo a si mesmo

Em suma, não me venha com loren ipsum, isto é só um tantinho menos que cinismo odioso

Conte comigo para justo construirmos o caminho, desde que voce não me venha com lorem ipsum.

When the Winds of Change hits the Wall

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The world might be closing in and we are more and more like brothers, but not every wall is broken down so easily and under festive handshaking and hugs among everybody, like the famous song celebrates. In many cases, such as the creation of a JV or in a M&A, resistance is not to be underestimated.

In every organization, when the winds of changes blows there is much more than just the magic of the moment that plays a significant role. Normally there is also a bitter taste for many of the involved, specially from the side of the ones acquired or with a minority share in the JV. The ability to identify, engage and respect these ones is the key that ultimately will define that the change agents will win or not, and if they win, whether it is going to be a pyrrhic victory or not.

When the winds of change blows straight into the face of time and in the faces of the ones reluctant to change, they tend to act as if they were the Night’s Watch guarding the Wall. They really feel it like a storm wind, like if the coldest winter of them all would be coming (and it is coming!). Peace of mind, and organizational order will only be reached if you conquer them. They can never be defeated.

The Night’s watch normally takes nothing easy. Nothing shall pass. They defend bravely their positions, they have a history, and they feel belonging to something bigger. They do not want to take any crowns or glory. But they see themselves as shields guarding something real big. You cannot just come and blow everything into the air. They will need to believe in you. You have to make them see that the change is best for them and for the children of tomorrow.

No change agent wants to reign over a devastated land, a land depressed under a permafrost of ice and snow, like Pyrrhus had to. This is no victory, this is no change. It is only destruction. A true change agent wants to hear the balalaika.

Tempestade

Aquela nuveada toda ia se amontuando de mansinho, detras do morro do Bispo e vinha chegando tal qual louva-deus vai aparecendo devagarzinho por detras de uma pedra. Quando ce ve as perninhas de palito dele, ela já ta babando para te da o bote.

E começou uma barulheira dos inferno, uma trovejeda que parecia que os santos estavam carreteando todas as coisas para mudar o mundo de lugar e tudo trombava feito jegue cego no meio de um estouro de boiada.

E pois que me deu uma coceira no meio das venta, daquelas que so me dá quando o homi la em cima vai mandar lavar toda a terra, de aqui até as quebradas do Nho Tonho, que fica, lá para detrás do morro de onde se avista o riacho que dizem, vai dar no mar, depois de encher o açude dos Macedo.

E de uma hora para outra, que é modo de dizer, pois foi mesmo é de um minuto para outro, desabou um relampido, que só pode ter este nome por que é um estampido com um relho brilhante na ponta. Tinha um cajueiro que ficou mais preto que o Temedeu, o negro retinto do seu Alcebiades.

Me botei a esfolar o Jeremias, para modo de vê se o tonto ia mais velozmente, se se metia a balançar as ferradura, mas o danado preferia se arrastar mais manso que o balofo do seu Ramao vira na rede na hora de sestiar.

E veio o agueiro. Vinha de cima e vinha de baixo, repicando na terra e voltando para cima como que os pingo querendo voltar de donde tinha vindo.

E vinha de lado, pelo volteio da dobra do vento que soprava feito gaita.

De modo que eu e o Jeremias viramo um barro só. Para modo de aproveita aquela barrama eu fui juntando nums montinho que ia tomando forma de tijolo. Resolvi guarda aquilo que me alembrei que tinha de completar o muro de arrimo la do meu sobradinho.

Quando vi passar o Temedeu, correndo para o outro lado, todo amarronzado também, tava que só os fundo dos oio se via

Pois já tinha visto de tudo, menos tempestade de branquear neguinho e pretiá caju. Ô coisa tremenda.

Charlie n’est plus là

Charlie écoute de la musique

Ça peut-être tragique

Charlie vient du bureau

Donne-moi un morceau

De ta tristesse?

Charlie sort de l’école

A quelle vitesse?

Charlie va au cinema

Mais qu’est-ce qu’il y a?

Pas grave, Charlie

On a tué ta maladie

Charlie

N’est plus là

Où il faudra

On fait un dessin

Sur le chagrin

O ano do Contra Fluxo

Neste novo ano, busque o fracasso, seja ocioso, aumente sua ignorância, discuta muito, perca produtividade, sinta-se desconfortável, desapegue-se de sucessos.

Busque mais fracassos, pois quanto mais fracassar, mais terá trilhado caminhos inóspitos, que lhe farão aprender. Isto é o que engrandece.

Amplie seu tempo de ócio, aquele tempo de qualidade para pensar, refletir, estruturar, criar.

Faça crescer sua ignorância, desbravando campos de estudos novos, conceitos que não conheça, e deslumbre-se com a constatação que ainda tem muito que aprender.

Discuta mais, ao se entregar ao debate com quem não concorda com você. Os pontos de vista deles lhe ajudarão a solidificar, ou mudar, os seus. Com isso, evoluirá. E, de quebra, pode ajudar outros a evoluir também.

Queira o desconforto, zona de conforto é para não aprender nada. No desconforto temos de buscar soluções.

Esqueça sucessos. Aquilo que inebria, prejudica.

E abra mão de produtividade. Quem disse que a vida é melhor quando se faz mais com menos? Eu acho que a vida é melhor quando se desfruta com menos pressa tudo o que nos agrada demais.

Enfim, desvie de manadas cegas, de correntezas avassaladoras, de tsunamis de obviedades. Viva o contra fluxo.

#HomemNoContraFluxo