Precisamos do Segundo Iluminismo

No principio, éramos um bando de incautos errantes. Falta pouco, estamos quase chegando lá. De volta ao começo. Bem-vindo ao pior momento da Humanidade após a segunda grande guerra. Bem-vindo ao início do Mundo.

O ambiente está embaçado, ou na verdade é uma névoa tão densa que não nos permite discernir mais o que é e o que não é. Fukuyama tinha razão, a História acabou, não pelas causas e no momento em que ele previu, mas definitivamente acabou. Voltamos ao princípio, onde nos matávamos como animais irracionais, nos agredíamos como velhos Neandertais com meio cérebro. Onde os fracos não tinham vez. Eram sumariamente degolados. Onde países acabavam a golpe de machado, ou devastados por vírus, ou achincalhados por déspotas nada esclarecidos que davam plantão em vários palácios e matavam sua própria gente para perpetuarem-se no poder. E depauperam a cultura queimando estátuas, livros e todos os símbolos que desprezavam. Sem falar nos vendilhões do templo. Estes voltaram com doutorado.

Precisamos, de novo, nos elevar. Urge um Segundo Iluminismo, luzes, muitas luzes! Os nobres ideias sobre os quais alicerçamos a Humanidade nos últimos duzentos e poucos anos parecem tão enfraquecidos, tao esquálidos diante do terror e das trevas que é como se os tivéssemos jogado na lata de lixo.

Tivemos algumas primaveras, mas o manto frio deste longo inverno foi mais forte e dizimou o arremedo de esperança que havíamos semeado.

Para onde quer que olhemos, vemos desencanto. Brigamos e nos segregamos por qualquer motivo, temos as facções de quem curte e quem não curte, ricos contra pobres, norte contra sul, leste contra oeste. E morremos por fazer cartoons, morremos por defender a liberdade, morremos também por não cuidarmos bem de Gaia, por aquecer e queimar demais, morremos por não querer vacinar contra sarampo, morremos por simplesmente não entender o outro, morremos por nada.

Onde estão os Homens? Os Homens bons, os novos Voltaire? Surjam, surjam já!

Nietzsche advogava que as privações e as vicissitudes eram o caminho para o enobrecimento, para um novo estágio de evolução, onde surgiria, o Uebermensch, o pós-Homem. Pois de vicissitudes e privações já temos o bastante.

Que chegue este novo Ser para começar a História de novo.

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