7 leadership lessons from Jon Snow

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1. the first thing is to recognize you know very little, maybe nothing at all. But that you are willing to learn

2. sometimes your best ally is your enemy

3. to lead is not to be the commander, to lead is to engage others so that they want to follow you

4. gain hearts and brains, so that others will keep carrying your message even when you are not present

5. trust is the foundation upon which we build sustainable alliances

6. diversity matters

7. If you have leaders that are willing to take you to the wrong path, oppose them and let your troops know you are opposing.

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Game of Thrones – Impressões da 2a Temporada

Impossível não pensar em Sísifo. A primeira e a segunda temporadas de GoT me pareceram um grande esforço montanha acima, cujo ápice nunca chega. Não existem respostas, não existem soluções, apenas um crescendo que promete, promete, mas não entrega. Como não li os livros de George R.R. Martin, não sei dizer se isto vem de lá, ou se é coisa da HBO. O fato é que queremos desesperadamente ver o cume!

Prova de que as qualidades desta produção superam em muito este reles desejo de finalizar as coisas. As grandes histórias na verdade nunca terminam.  Belas performances de muitas das personagens, principalmente Peter Dinklage, como o hábil meio-homem e estrategista por inteiro e de Theon (Alfie Allen), cujo semblante de alucinado é apropriadíssimo para o seu papel de guerreiro sem guerra. A brutamontes Brienne é uma grata surpresa, no meio de tantas mulheres que só tem o corpo para mostrar e nenhum talento.

E o reizinho Joffrey (Jack Gleeson) , por mais asqueroso, merece nosso aplauso. Ele consegue ser unânime no quesito ódio absoluto. O venal Littlefinger (Aidan Gillen) também é soberbo em seu papel bestial.

A mistura, ainda que tímida de fantasia alucinante com Idade Média está funcionando bem. O final desta segunda temporada deixa a entender que a terceira parte será bem mais equilibrada neste aspecto. O que antes era apenas insinuado agora ficou explícito.

A luta por Westeros deve continuar a todo vapor. Nem mesmo o derrotado Stannis deve ser considerado carta fora do baralho na luta pelo Trono de Ferro. Os Stark parecem levar a preferência, afinal são os mais normais entre todos. Os Lannisters primam por serem todos detestáveis, exceto o anão. Não deve sobrar um sequer vivo. Theon e sua irmã parecem ter poucas chances, apesar da bravura. E ela, a dos dragões, correu por fora e parece agora mais bem posicionada para reivindicar sua herança. Meu voto vai para a esta The Girl with the Real Dragons.

Game of Thrones é uma ótima pedida. O esmero da HBO em cima de uma obra consistente resulta neste querer mais da platéia. Agora resta esperar a próxima leva de episódios (2013). E que a pedra não role montanha abaixo.

Winter is coming to stay.

Walking Dead in Terra Nova, but A Gifted Man can save The Killing

Um caçador de boas séries sofre. Sofre com a desorganização da TV paga no Brasil, com a idéia ridícula de dublar para aumentar audiência, com as grades de horários mal estruturadas. O garimpo hoje em dia é árduo, a profusão de itens ofertados disparou. Comento aqui rapidamente o que andei vendo na nova temporada, deste segundo semestre de 2011:

1. Terra Nova

deveria ser uma obra-prima, mas tornou-se um pastiche absolutamente descartável. É rebuscado, e leva a assinatura de Steven Spielberg na produção. Mas ele aqui apenas reproduziu velhas idéias. Nada de novo. Fica com gosto azedo de Jurassic Park IV misturado com um filme z qualquer. Ainda que o capítulo inicial tenha sido de tirar o folêgo, uma vez que a trama se desloca para o passado longínquo a que são enviados os protagonistas, o que temos é um caldeirão de clichês e situações absolutamente mal pensadas. Parece que o roteiro foi concluído às pressas, deixando lacunas tão imensas quanto a suposta fenda no tempo que eles encontraram para deslocar os personagens do século XXII para a pré-história. E definitivamente, Spielberg deveria deixar de lado a obsessão com dinossauros.

2. A Gifted Man

bom começo, a partir de uma idéia um tanto amalucada de um espírito que de repente aparece para um médico super-famoso. Um Dr. House sem os arroubos característicos do médico mais famoso da TV, com uma visão à tira-colo. Promete. Aparentemente a trama não vai descambar para o esoterismo. O Dr. acha que está paranóico ou coisa parecida. Sua irmã o impele a buscar ajuda de um xamã. Onde isso vai parar?

3. The Killing

Quem matou Rosie Larsen? É o melhor que estou acompanhando. Um caso típico de trama policial com assassinato, mas com um enfoque diferenciado. Há sim todo o acompanhamento tradicional de pistas que conduzem a falsos suspeitos e há também os incríveis insights da detetive que vê o que mais ninguém vê. Porém, o recheio que dá o sabor peculiar a The Killing está na profundidade com que se lida com a dor das vítimas, na coesão de caráter dos personagens, nas tramas paralelas bem articuladas. As locações em Seattle, de onde a detetive não consegue sair para o seu casamento, transmitem toda a sensação de mal estar. Tudo sempre muito cinza. Ótima pedida! A lamentar apenas a desorganização do canal A&E, que traz a série em versão dublada, não tem sequer uma vinheta para o início e fim de cada parte. E ficamos vendo aquelas mesmas chamadas para os outros programas do canal, insistentemente.

4. Suburgatory

Boa sacada, embora parte de algo requentado, por tratar da vida nos subúrbios com aquele clima de sonho mas que na realidade esconde uma podridão só. Já vimos muito isso, mas a dosagem de humor da série, como que zombando de si mesma, faz a diferença.

É isso aí,

Filosofando com Flash Forward

Nunca vi Lost. Nem um capitulozinho. Foi na época em que eu estava dedicado a outras coisas. A última série de ficção que me lembro é Arquivo X. Ou seja, talvez minhas referências estejam um pouco defasadas. Mas que a nova série da AXN é daquelas coisas que fazem sacudir a cachola, ah isso é. Além de muito bem produzida, e com um ótimo time de atores, ela tem aquele algo mais que a coloca em um outro nível. Para mim, é uma grande sacada propor este argumento da “visão coletiva do futuro”. Gradativamente, os personagens estão incorporando a angústia, desconhecida na espécie humana, de saber o seu futuro, ainda que na série, até o momento, este futuro conhecido seja só um momento, um dia daqui a alguns meses. Mas habilmente os roteiros estão desencadeando uma sequência de eventos que vão confirmando a tal visão.

Essa é a parte que me interessa mais, quando a ficção possibilita uma reflexão da condição humana. Então vamos lá:

E como seria, se soubéssemos o nosso futuro? Ainda que fosse um ínfimo momento? No terceiro episódio, exibido em 9 de março, finalmente aparecem os primeiros questionamentos sobre este fato.

O ser humano é o único ser consciente da sua finitude, mas vivemos a vida como se ela nunca fosse acabar, exatamente como os outros animais, que supostamente não sabem que vão morrer, não é mesmo? O inevitável não pode ser combatido. E se tivéssemos consciencia de que sofreríamos um acidente, estivéssemos condenados a ter uma doença grave, ou nos inteirássemos de que iríamos ganhar na loteria, trataríamos da mesma maneira?

Intrigante, não?

Opino que o curso das coisas seria alterado pelas ações que seriam desencadeadas, as quais não faríamos se não soubéssemos do tal “futuro”. E, portanto, aquele futuro esperado já não ocorerria mais….O Destino não seria o que vimos, mas outra coisa. O que vimos então seria reduzido a um simples sonho, como qualquer outro. Pense: o que você faria se soubesse que seria demitido de seu emprego, por exemplo? Provavelmente se esforçaria mais e acabaria não sendo demitido. E se soubesse que desenvolveria uma doença a partir do sedentarismo? Provavelmente agiria para mudar o curso das coisas antes que fosse tarde demais.
E se fosse algo bom, como ganhar na loteria? Provavelmente ficaria tão eufórico que comprometeria todo o prêmio antes mesmo de ganhá-lo, tornando-o irrelevante.
Não há futuro sem as ações que ocorreram no passado e as que ocorrem no presente. O futuro é construído, não nos é dado de brinde. Nós o influenciamos. É como diz o personagem de Joseph Fiennes, no episódio 4:

“Podemos usar o que vimos para impedir o que vimos”

É isso aí,