Stop this DeLorean!

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Dear Marty,

Hope this one still reaches you before your ETA on October, 21st, 2015. Hope you still have time enough to grab the flux capacitor and change the course of your DeLorean. Please try it, immediately. You can not come. The reason being that we, humans from 2015,  would deceive you to the highest level possible. And I am afraid that after seeing what we’ve done with the world, well, when you return to the past, the impact of what you’ve seen here might cause severe and permanent damage to the course of things. I think you might want to use your influence and try to change some events which implies that this world I’m living in, becomes just an alternative future, that in fact will never happen.

If you arrive in 2015 you would most probably realize that all the efforts from your time were in vain. I’m afraid you’d be so disappointed that you’d stop fighting some battles.
You would see that maybe it does not make sense to fight against oil leakage and other environmental accidents, as you’d realize we keep doing the very same crap. You’d might come to a conclusion that supporting Gorbachev and to end the Cold War might be a mistake after you’d realize what is happening in Ukraine and in other corners of the Eastern.
You probably would think that bringing the Berlin wall down, would be useless, as we now are again building walls in Europe and in the Middle East (well, we have a wall also between USA and Mexico).

You would also conclude that it does not make sense to initiate a Desert Storm. No, it is not just a massive sand twister. Well, this might be a good thing as well, who knows?

You would pounder about whether it makes sense to continue with the construction of the Eurotunnel, since people that wants to use it simply can not.
There are some things, however, that might be go if you can indeed influence them, not to happen. So, if this one reaches you, please hand it over to authorities and ask them please to pay the closest attention to this exact addresses:
– 6201 South Pierce Street, Columbine, Colorado
And, if you can, stop thinking about flying skateboards, and throw that soccer almanac away. Pay attention to a certain web. Not from any spiders.
Good luck and send my regards to Mr. Klein.
Sincerely,
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7 leadership lessons from Jon Snow

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1. the first thing is to recognize you know very little, maybe nothing at all. But that you are willing to learn

2. sometimes your best ally is your enemy

3. to lead is not to be the commander, to lead is to engage others so that they want to follow you

4. gain hearts and brains, so that others will keep carrying your message even when you are not present

5. trust is the foundation upon which we build sustainable alliances

6. diversity matters

7. If you have leaders that are willing to take you to the wrong path, oppose them and let your troops know you are opposing.

Expectativa

Não previa nada, mas tudo esperava
Confiava, curiosa do destino que se lhe impunha a Previdência
nunca iludida, apenas suspendida no ar
pairando sobre a vida
em sentinela, `a espreita
arguta, resoluta, sempre com muitos olhos
prospectando, escrutinando, acariciando o futuro
com expectativa incansável,
com esperança infinita
sem temer a esquina, a dobra da rua
ansiando pela dobra do tempo, pelo novo espaço
em vigilia, aguardando
o auxilio de Cronos, o abraço de algum deus.

Inspirada por Lenine, para o Brasil

se está ruim, arrume,

se saiu do rumo, aprume,

se caducou, renove,

se deteriorou, inove.

se desgovernou, endireite,

se complicou, ajeite,

se se perdeu, engaje,

se mal armou, desmanche,

se perdeu, revanche,

se mixou, engaje,

se furou, emende,

se é crise, gere,

se é o país, lidere!

Precisamos do Segundo Iluminismo

No principio, éramos um bando de incautos errantes. Falta pouco, estamos quase chegando lá. De volta ao começo. Bem-vindo ao pior momento da Humanidade após a segunda grande guerra. Bem-vindo ao início do Mundo.

O ambiente está embaçado, ou na verdade é uma névoa tão densa que não nos permite discernir mais o que é e o que não é. Fukuyama tinha razão, a História acabou, não pelas causas e no momento em que ele previu, mas definitivamente acabou. Voltamos ao princípio, onde nos matávamos como animais irracionais, nos agredíamos como velhos Neandertais com meio cérebro. Onde os fracos não tinham vez. Eram sumariamente degolados. Onde países acabavam a golpe de machado, ou devastados por vírus, ou achincalhados por déspotas nada esclarecidos que davam plantão em vários palácios e matavam sua própria gente para perpetuarem-se no poder. E depauperam a cultura queimando estátuas, livros e todos os símbolos que desprezavam. Sem falar nos vendilhões do templo. Estes voltaram com doutorado.

Precisamos, de novo, nos elevar. Urge um Segundo Iluminismo, luzes, muitas luzes! Os nobres ideias sobre os quais alicerçamos a Humanidade nos últimos duzentos e poucos anos parecem tão enfraquecidos, tao esquálidos diante do terror e das trevas que é como se os tivéssemos jogado na lata de lixo.

Tivemos algumas primaveras, mas o manto frio deste longo inverno foi mais forte e dizimou o arremedo de esperança que havíamos semeado.

Para onde quer que olhemos, vemos desencanto. Brigamos e nos segregamos por qualquer motivo, temos as facções de quem curte e quem não curte, ricos contra pobres, norte contra sul, leste contra oeste. E morremos por fazer cartoons, morremos por defender a liberdade, morremos também por não cuidarmos bem de Gaia, por aquecer e queimar demais, morremos por não querer vacinar contra sarampo, morremos por simplesmente não entender o outro, morremos por nada.

Onde estão os Homens? Os Homens bons, os novos Voltaire? Surjam, surjam já!

Nietzsche advogava que as privações e as vicissitudes eram o caminho para o enobrecimento, para um novo estágio de evolução, onde surgiria, o Uebermensch, o pós-Homem. Pois de vicissitudes e privações já temos o bastante.

Que chegue este novo Ser para começar a História de novo.

Tempestade

Aquela nuveada toda ia se amontuando de mansinho, detras do morro do Bispo e vinha chegando tal qual louva-deus vai aparecendo devagarzinho por detras de uma pedra. Quando ce ve as perninhas de palito dele, ela já ta babando para te da o bote.

E começou uma barulheira dos inferno, uma trovejeda que parecia que os santos estavam carreteando todas as coisas para mudar o mundo de lugar e tudo trombava feito jegue cego no meio de um estouro de boiada.

E pois que me deu uma coceira no meio das venta, daquelas que so me dá quando o homi la em cima vai mandar lavar toda a terra, de aqui até as quebradas do Nho Tonho, que fica, lá para detrás do morro de onde se avista o riacho que dizem, vai dar no mar, depois de encher o açude dos Macedo.

E de uma hora para outra, que é modo de dizer, pois foi mesmo é de um minuto para outro, desabou um relampido, que só pode ter este nome por que é um estampido com um relho brilhante na ponta. Tinha um cajueiro que ficou mais preto que o Temedeu, o negro retinto do seu Alcebiades.

Me botei a esfolar o Jeremias, para modo de vê se o tonto ia mais velozmente, se se metia a balançar as ferradura, mas o danado preferia se arrastar mais manso que o balofo do seu Ramao vira na rede na hora de sestiar.

E veio o agueiro. Vinha de cima e vinha de baixo, repicando na terra e voltando para cima como que os pingo querendo voltar de donde tinha vindo.

E vinha de lado, pelo volteio da dobra do vento que soprava feito gaita.

De modo que eu e o Jeremias viramo um barro só. Para modo de aproveita aquela barrama eu fui juntando nums montinho que ia tomando forma de tijolo. Resolvi guarda aquilo que me alembrei que tinha de completar o muro de arrimo la do meu sobradinho.

Quando vi passar o Temedeu, correndo para o outro lado, todo amarronzado também, tava que só os fundo dos oio se via

Pois já tinha visto de tudo, menos tempestade de branquear neguinho e pretiá caju. Ô coisa tremenda.

Charlie n’est plus là

Charlie écoute de la musique

Ça peut-être tragique

Charlie vient du bureau

Donne-moi un morceau

De ta tristesse?

Charlie sort de l’école

A quelle vitesse?

Charlie va au cinema

Mais qu’est-ce qu’il y a?

Pas grave, Charlie

On a tué ta maladie

Charlie

N’est plus là

Où il faudra

On fait un dessin

Sur le chagrin