10 works of Art that you should know

Captura de Tela 2015-04-10 às 16.33.51This is the Portrait of a young woman by Petrus Christus, and it is so enigmatic as Vermeer’s Girl with a Pearl Ring, don;t you think?Captura de Tela 2015-04-10 às 16.42.58

Millais’ Mariana, a very nice demonstration of the skills of the Pre-Raphaelits.

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Ingres, and his superb portrait “Princesse de Broglie”

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Bernini, and the gracious movements of Apolo and Daphne, a masterpiece second to none.

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William Dyce, Pegwell Bay.

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A Venetian from the Renaissance, Veronese, and its superb The family of Darius before Alexander.

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A magnificent landscape from Constable, showing that not only the Dutch excelled in this field.

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Think the sistine chapel is all you need? Try this one, The Glorification of Saint Ignatius, at the church of Sant’Ignatio, from Andrea Pozzo.

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A superb use of light, from Wright of Derby (A philosopher’s lecture at the Orrery)

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And ending with a brilliant piece from Caspar Friedrich, the Abbey among Oaks.

O chapéu de Vermeer

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O homem é o homem e suas circunstâncias. O pintor é o pintor e o que ele vê. Este livro vai demonstrar isso de maneira brilhante. O autor utiliza cinco telas de Vermeer (A vista de Delft, Oficial e moça sorridente, Leitora na janela, O Geógrafo e Mulher com Balança) para ilustrar o contexto histórico da época em que foram pintadas. É lícito supor que o que Vermeer via e vivenciava nas ruas de Delft, de onde nunca saiu, estão em seus quadros. E já que ele não saia de lá, o mundo veio até Delft, e Vermeer, em sua curta existência (1632 – 1677), presenciou grandes mudanças em seu meio. Provavelmente muito ele se espantou com as novidades que chegavam ao porto de Delft nas grandes embarcações da primeira corporação de atuação global, a famosa Companhia das Indias Orientais. Timothy Brook é um especialista em história da China, e chegou até Vermeer pelo caminho do comércio. A pujança da sociedade holandesa do século XVII explica-se em grande parte pela ousadia de suas interações comerciais com todo o mundo conhecido. As cinco telas em questão do mestre de Delft dispensam olhar de lince, elas são suficientemente belas para chamar a atenção tão somente pela capacidade mágica do artista em trazer à tona, de forma tão brilhante e peculiar, o cotidiano de uma sociedade em processo de enriquecimento lícito. Mas os detalhes que escapariam facilmente a alguém de olhar menos aguçado, não podem ser ocultados de alguém tão afeito às nuances como Brook. Como e porque certas coisas estão lá ? Um chapéu vermelho de pelo de castor do Canadá? Uma porcelana chinesa ? Tudo tem uma explicação consistente e, via de regra, bastante divertida. O autor sabe narrar a História fundindo fragmentos de realidade com enxertos criativos sobre pessoas e lugares, o que é raro de se encontrar. Um  mergulho no século XVII, no início da primeira grande Globalização. Vale a pena.

Um Vermeer em São Paulo

WomanInBlueReadingaLetterPara nosso deleite, o quadro “woman in blue reading a letter” será exposto no MASP a partir de 12 de dezembro, dentro do esforço do Rijksmuseum para divulgar a sua reabertura no próximo ano (dia 13 de Abril, mais precisamente). A informação não consta ainda nem do site do MASP, mas o próprio Rijskmuseum confirma a informação.

A tela em questão, restaurada recentemente, já esteve este ano na China durante Outubro e do Brasil irá para os Estados Unidos. É uma oportunidade incrível, pois pelo que consta, nunca um quadro de Vermeer esteve por aqui antes. E “woman in blue reading a letter” é um prato cheio para uma iniciação na magia do grande pintor holandês. A tela é rica no que Vermeer sabia fazer de melhor, que é enfiar o expectador na cena como se ele estivesse ocorrendo naquele exato instante, e conduzir nosso olhar para o ponto focal do que ele quer verdadeiramente mostrar através do jogo de luz.

Na tela em questão, a luz nos conduz para o ventre da mulher (grávida?) que lê uma carta de seu marido (que está viajando, mensagem dada pelo mapa na parede). A notícia parece ser importante, nossa personagem deve ter se levantado subitamente (veja a cadeira jogada para trás no lado direito da tela). Mas mais do que tudo isso, o conjunto da cena é extremamente envolvente, a riqueza dos detalhes, o convite à contemplação. Notem, por exemplo, a dobra superior da carta, um truque singelo, mas de belíssimo efeito. A reprodução aí de cima é do próprio Rijks, em alta resolução. Um show.

Mais sobre Vermeer você encontra aqui.

Outra Meia-noite em Paris

Meia-noite e eu estou contemplando “O tocador de Pífaro”:

Foi quando vi um senhor se aproximar pelas minhas costas. Ele me aborda, gentil, com um ar meio satisfeito, mas ao mesmo tempo demonstrando curiosidade por eu estar ali, como que querendo invadir a tela:

Quando fiz “dejeuner sur l’herbe”, aquilo sim causou, meu rapaz.

Éduard! Mas, mas..

Sim, sim, eu sei. Fomos todos parar no Salão dos Rejeitados.

Aquilo foi uma injustiça, Éduard. Todos sabem disto.

Sob a luz de hoje, talvez…mas na época, o que fazíamos era uma revolução!

E você foi o patriarca!

Mas muito indigesto. Lembra do que Maxime Du Camp, da “Revue des Deux Mondes” falou?

De cor e salteado: “Estas obras de uma nulidade absoluta, provam de quais singulares aberrações pode se nutrir o espirito humano”.

Ele volta-se para o quadro, parecendo examiná-lo como se quisesse alterar alguma coisa. Deixo-o remoendo suas lembranças e vou para diante das “Régates”.

Fico ali, olhando aquela paisagem disforme,  como se houvesse uma neblina diante do quadro. É quando sinto uma grande barba branca chegando ao meu lado..

Mmmhhhnn…..Claude!

Meu rapaz..sim, sou eu mesmo.

Puxa, Claude, você também por aqui? Que bacana…você foi bárbaro….um dos maiores. A forma como você usou a luz na água nestas “Régates“…

A Luz era uma obsessão naquela época. Mas você já viu a Gare Saint-Lazare?

Sim, claro. E os descarregadores de carvão também. Você pintou o que era Novo!

Meu rapaz, lembra da abertura das Olimpíadas?  Pois é, no mesmo tempo em que aquelas grandes chaminés surgiam do nada e começaram a trazer a modernidade, nós estávamos nas ruas também, pintando tudo. Hoje tudo parece tão velho e sem sentido…por isso prefiro minha ninféias.

Muitos preferem, Claude. Acabo de ver uma moça passando com algumas estampadas em uma sacola de grife.

Hoje estamos por toda parte. Já me vi em calendários baratos, em capas de discos bregas,vi Vincent em um cartaz de filme. Viramos ícones pop tão poderosos como a língua para fora dos Stones ou a latinha de sopa do Warhol.

E dez entre dez candidatas a miss qualquer coisa dirão que você é o pintor favorito delas!

Humpf.

Deixo Claude coçando a grande barba e me desloco para diante de uma série de pontinhos que formavam uma figura magnífica:

Sinto outra enorme barba chegar.

Camille!

Gosta disso, meu rapaz?

Do Pontilhismo? Sim…sim.

Até que éramos uma dissidência bem legal.

Mas você fez outras coisas bacanas também, antes da dissidência.

É verdade, eu gosto muito desta aqui…“Les toits rouges, coin de village, effet d’hiver “.

Eu também!

A realidade não precisava mais ser pintada. Para isso estava surgindo a fotografia.

Preciso te falar Camille, hoje a fotografia já não espelha a realidade. Hoje tem um negócio chama Instag…

O quê?

Nisso sou interpelado por uma voz vindo de um homem alto e esguio:

Meu jovem, você quer realidade? Já viu meus retratos?

Au..Au..Auguste! Você também por aqui?

Eu pintava a realidade pura! Este menino, por exemplo, Fernand Halpern, acho que é um dos meus melhores…

Sem dúvida!

O dia já vai amanhecendo, vejo a fila enorme de gente lá fora querendo entrar. Mas não quero acordar. Vejo um homem com uma espécie de sarongue parece absorto em memórias, mais adiante. Vou até ele.

Você é o Paul, vou logo falando..

Está vendo este? Me dá uma saudades do Taiti….

Sei…cores, cores.

Barulho de música. Alegres violinos e muitas pessoas dançando, felizes. Um sujeito com chapéu esquisito está à espreita, olhando seu próprio quadro na parede.

Vincent, é você?

Que foi rapaz, só porque estou sem uma orelha já está me estranhando?

Não…é que…reconheço seu estilo…tem um filme de que gosto muito, cujo cartaz é inspirado em uma tela sua, com um céu de uma noite estrelada muito louca….agora entendo!

Foram estes barbudos que me inspiraram….quando comecei, eu fazia outras coisas, como este salão de dança em Arles…

Deixo o salão do atordoado. Não muito consciente, na saída dou uma trombada em um sujeito loiro, que acaba de sair de um táxi estranho, um carro realmente velho.

Desculpe, eu estava distraído…

Tudo bem.

Ei, aquele motorista do táxi não era…

Hemingway..estamos voltando de um baile onde dançamos com Josephine Baker, acredita?

Você não é…

Gil Pender, escritor de Hollywood, muito prazer.  E você quem é?

Eu sou todos eles, digo, apontando para o prédio de onde saía. Todos estão em mim. Entre, você vai gostar.

Táxi!

Para onde, senhor?

Ao Moulin de la Galette!

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O que havia de tão revolucionária na pintura destes gênios? A grande maioria dos especialistas aponta alguns fatores, como a fuga dos temas ditos clássicos, o uso singular da luz e da cor, a apropriação da realidade da época como cenário, o uso de pessoas comuns. Para mim, a genialidade está intuição de que era preciso algo novo e de que todos eles estavam vivendo um momento único. Traçando um paralelo difícil, mas ainda assim válido, quem hoje pinta a Revolução do Conhecimento, da Sociedade da Informação? O Novo Mundo surge diante dos nossos olhos mas não temos a capacidade de imortalizá-lo como aqueles senhores fizeram na sua época. Impressionante.

Sunday Vid – Views on Vermeer

Sempre é bom discutir Vermeer.

PforPHOTO - The Art of Photography - by Marcel Everts

Above a few samples of the documentary Views on Vermeer. Some famous and very great photographers talk about the Dutch painter Johannes Vermeer. And how he uses light. Among the photographers: Steve McCurry, Erwin Olaf, Philip-Lorca diCorcia, Chuck Close and others. A must see documentary. So if you have the time please look it up and be inspired.

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Vermeer: Chegue bem perto

A mim sempre interessou mais a floresta do que a árvore, mas Vermeer acaba de mudar isto. Sim, porque quando nos deparamos com os quadros de Vermeer….bem o detalhe é muuuito importante. O mestre era capaz de pintar o impossível, como a textura do tecido, a luz da janela que não se vê, a transparência do copo e, mais importante que tudo, a fração de segundo que capta ação… É deveras impressionante!

Apesar de pairarem ainda algumas poucas dúvidas, hoje se considera que 36 obras-primas chegaram ao século XXI como sendo inquestionavelmente daquele que assinava como IVM. É pouco e é muito.

Nos impressionistas, com seus, digamos, borrões mágicos, a distância ajuda. Para olhar as enormes telas de Monet na Orangerie você não precisa de óculos, e quanto mais a visão puder captar o todo, melhor. É igualmente fascinante, mas sentimos que a Oragerie fica pequena. Mas Monet é outra história. Em Vermeer, é melhor chegar bem perto. Muito perto. Não só porque a maioria das telas teem formato reduzido, mas principalmente porque o minúsculo diz muito. Uma toque do pincel, que em certos casos parece ter uma ponta, digamos, 0.0001, produz o efeito mágico do pingente do brinco, da borda do copo, da luz atravessando a folha.

Entender a obra de Vermeer é mergulhar em um universo incrível, onde o detalhe é sublime, e a captura do momento é inigualável. Quando Vermeer pinta a personagem de “A Lady writing” olhando para o público, é como se ele captasse o exato instante em que ela se virou. Ainda vemos os cabelos se ajustando, o brinco quase que ainda balançando e a boca semi-aberta expressando a primeira parte da sílaba que será pronunciada. Quando Vermeer pinta “o Geógrafo”, segurando já mais debilmente o compasso e olhando fixo para além do quadro, já desprezando o mapa sob a mesa, é como se ele capturasse o exato instante em que o homem faz a descoberta e racionaliza sobre o que está apreendendo naquele instante.

Deixo aqui estes dois exemplos da maravilhosa obra de IVM.

É isso aí!

(em tempo: estou debruçado sobre todas as 36 peças de Vermeer, e postarei mais a respeito).

Pedro Weingärtner

Gente,

mais uma quickie, por que esta exposição também é imperdível. Na pinacoteca de Sampa foram reunidas 130 obras de Pedro Weingärtner e cada uma delas vale a visita! eu não sabia quase nada deste pintor até adentrar o espaço da Pinacoteca e a surpresa foi muito grata. O atenuante é que aparentemente quase ninguém sabe nada sobre ele, então estou desculpado. Talvez nem tanto, afinal o cara era gaúcho. De qualquer modo, os quadros são ótimos, de um realismo impressionante. Se possível, vá ao MASP, veja a exposição Realismo na França e compare.

é isso aí!