Trilogia Millennium: as datas de exibição na TV de Millennium 2 e 3 (os originais suecos)

Aproveitando-se do furor que causa o lançamento do filme de David Fincher “The Girl with the Dragon Tattoo”, a refilmagem de Millennium 1 “Os Homens que não amavam as mulheres”, e que estréia em 27 de janeiro no Brasil, mas ao mesmo tempo sem nenhum marketing, a TV brasileira vai exibir os originais de “A Menina que brincava com fogo” (Millennium 2) e a “A rainha do castelo de ar” (Millennium 3). Tais películas entraram na grade do canal HBO Max com diversos horários de exibição agora em janeiro e fevereiro. Os filmes aqui no Brasil nunca chegaram ao mercado, nem em cinema, nem em vídeo. Os direitos de distribuição pertenciam à Imagem Filmes, que optou por abrir mão dos mesmos, devido à baixa repercussão do primeiro filme da trilogia, lançado no Brasil em maio de 2010, atingindo apenas 37.000 espectadores, após 7 semanas em cartaz.

Os filmes serão exibidos na sua versão para o cinema. A versão extendida, que foi exibida como minisérie nas TVs nórdicas e que agrega algo como 3 horas de filmagem na soma dos três filmes, esta continuará inédita entre nós.

Para ver os horários de “A Menina que brincava com fogo”, clique aqui.

Para ver os horários de “A Rainha do Castelo de Ar”, clique aqui.

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Não vai dar Oscar, mas deu BAFTA

O Oscar desprezou os filmes suecos da série Millennium, e sendo assim nenhum deles foi nomeado para melhor filme estrangeiro. Noomi Rapace, que interpretou Lisbeth Salander barbaramente,  foi completamente esquecida pela AMPAS, como previsto. O terreno fica assim preparado, menos difícil, para David Fincher e suas refilmagens. Em compensação, os britânicos não só indicaram como concederam o BAFTA de melhor filme não falado em inglês para “Man hat som kvinnor” (ou Os homens que não amavam as mulheres, ou ainda The Girl with the Dragon Tattoo), em um merecido reconhecimento para os produtores suecos da Yellow Bird que levaram para a Telona com muita eficiência e sensibilidade a obra de Stieg Larsson. Veja aqui o momento da premiacão, e o justíssimo agradecimento do produtor à Stieg Larsson e a sua atriz principal. Notem que os aplausos da platéia são efusivos tanto quando Stieg é citado, como quando é a vez de Noomi.

11 Filmes para 2011 (e um de 2012)

Listas, listas, época de listas.

A má notícia é que em 2011, os top 11 movies you can’t live without estão muito mal distribuídos ao longo do ano. A boa notícia é que até a Páscoa, haverá muitas opções para os cinéfilos. Mas a entressafra vai ser longa, de abril a outubro. Depois, voltam algumas ótimas opções. Aconselho você a não se desesperar ainda, já que o cronograma de lançamentos costuma sofrer muitas alterações.

E a lista é a seguinte:

1. Hereafter (Além da Vida)- 7 de janeiro

Corra, meu caro, corra. Se você ainda não viu  A rede social e outras coisinhas de 2010, é melhor se apressar, pois já nesta sexta-feira 7  vem um belo filme da nova safra. O novo Clint, que mereceu uma ótima crítica da Isabela Boscov, de Veja, nesta semana. O cara parece que não erra mais, como provou em Invictus em 2009 e em Gran Torino o ano passado.  Matt Damon, que fez Invictus com o diretor declarou que topa qualquer filme com o Clint.

2.  Bravura Indômita (True Grit) – 21 de janeiro

Irmãos Coen. Faroeste. Jeff Bridges e Matt Damon (de novo!). Vá. Ponto.

3. Um lugar qualquer (Somewhere) – 28 de janeiro

Pois é, uma semana depois e já tem outra pérola. Depois de Encontros e Desencontros, temos de conferir o novo filme da Sofia Coppolla (quem diria que aquela garotinha que fez uma péssima aparição no filme do pai (O Chefão 3) se sairia uma ótima diretora?)

4- O cisne negro (Black Swan) – 4 de fevereiro

Este já anda por todas as listas de indicados a todos os prêmios, e o trabalho da Natalie Portmann vem sendo elogiadíssimo. Deve arrebatar alguns Oscars na semana anterior, por isso o lançamento vem a calhar.

5- Como você sabe (how do you know) – 4 de fevereiro

O que dizer quando temos Jack Nicholson e  James L. Brooks em uma comédia? Das últimas vezes, deu Oscar. E ele está nesta semana fatídica também, logo após a cerimônia de premiação dos homenzinhos dourados, que ocorre dia 25.1. Por que será, por que será?

Apesar disso, o filme não está com uma cotação muito boa no IMDB (5,3/10), mas em contrapartida, propõe um jogo bem curioso para responder a sua pergunta (como saber se você está amando). Vejam só:

Para jogar online, e descobrir se você está “in love”, entre aqui.

6- O discurso do Rei (the king’s speech) – 4 de fevereiro

Outro candidato a estatuetas, principalmente no quesito melhor ator, pois dizem que a interpretação de Colin Firth (que já tinha arrasado o ano passado no filme do Tom Ford) está sensacional como o rei gago.

7. Trabalho Interno (inside job) – 18 de fevereiro

tudo sobre a crise financeira de 2008. Um documentário muito elogiado. Uma de suas últimas chances para aprender como, a partir do colapso dos bancos Bear Stearns e Lehman Brothers e do resgate bilionário do AIG ($85 billioes de USD) o mundo mudou:

Os preços das casas nos USA caíram 32 % e hipotecas foram executadas em níveis recordes, o desemprego cresceu de 5% para 10% no intervalo de um ano e $700 bilhões de USD tiveram de ser lançados no sistema para salvá-lo do abismo.

8. Sobre homens e deuses ( Des Hommes et des Dieux) – 25 de fevereiro

Pela repercussão que este deixou em Cannes o ano passado, aqui está o candidato a filme francês do ano.

9.  Cópia Fiel (copie conforme) – 18 de marco

Para conferir se Juliette Binoche ganhou como melhor atriz em Cannes porque ela estava no poster do festival ou se porque realmente ela fez o seu trabalho de forma excepcional…

10.  Midnight in Paris – 7 de outubro

O Woody nosso de cada ano. O cara acaba de fazer 75 anos, é de se esperar ainda mais alguns…mas não muitos.

11. Sherlock holmes 2

Guy Ritchie realmente surpreendeu com o primeiro filme sobre o indefectível detetive, e o gancho para o segundo era uma obviedade. Os mesmos atores seguem na franquia e ganharam a companhia de ninguém menos que Noomi Rapace (a Lisbeth Salander dos filmes suecos). Arrá!

Estréia simultânea com os USA dia 16.12.

e de bandeja, um filme de 2012:

12. The Girl with the Dragon Tatoo – 10 de fevereiro de 2012

a primeira refilmagem de David Fincher, baseada na trilogia Millennium. Eles farão melhor que os suecos? Como caracterizaram Lisbeth Salander? Vão tirar as polêmicas e fazer um filme tipo cinemão, ou vão arriscar? Ver para crer.

E tudo sobre a trilogia e os filmes você encontra aqui mesmo no blog. É só ir na minha página dedicada.

A estréia no Brasil de “The Girl with the Dragon Tattoo”, remake americano, já está programada

Rooney Mara at the 2009 Toronto International ...
Image via Wikipedia

E vai comecar tudo de novo….
Pois é, David Fincher está fazendo a primeira parte do remake americano da trilogia Millennium para as telonas. O filme, esperado para sair na semana do Natal do ano que vem nos USA, recebeu a data de 12 de fevereiro de 2012 para a provável estréia no Brasil. Parece que neste caso, seguiremos mais de perto o cronograma de lançamento , o que nao foi o caso nos filmes originais suecos.

Eu, por princípio, abomino esta idéia de remakes, mas vai ser divertido comparar as duas visões da estória, e, sobretudo, comparar a performance de Rooney Mara contra a de Noomi Rapace.

A conferir em 2012.

Um Oscar para Noomi? – Millennium 3, “The Girl who kicked the hornet’s nest”

Academy Award for Best Foreign Language Film
Image via Wikipedia

A finalização da trilogia Millennium nas telas (estamos falando dos filmes originais suecos) termina muito bem com esta parte 3, baseado no livro “A Rainha do Castelo do Ar”.  Tal como nos dois primeiros filmes, este também é bastante fiel ao livro.

O filme assenta-se no tripé composto pelo julgamento de Lisbeth, a solução das questões políticas assossiadas à toda a trama e o acerto de contas familiar dos Salander.

Mas o mais correto talvez seja dizer que o filme levanta voo pela presença de Noomi Rapace como Lisbeth Salander, uma verdadeira “encarnação”, a exemplo do que já havíamos visto nos dois primeiros filmes da série. O papel de Salander foi “tomado” por ela de tal forma que já é difícil falar da personagem sem “ver” Noomi. Tanto que um movimento para dar um Oscar a Noomi anda solto na Web e uma indicação é mais do que merecida. Porém, como o Oscar não é só um tema de performance, e sim também de recursos investidos em campanhas de marketing, etc, há pouca lógica em se acreditar neste investimento nem por parte dos produtores (que já lucraram no mundo todo com os filmes), nem pela distribuidora americana, que também já lançou os filmes e não ganharia muito mais com a premiação. Sem falar no lobby do remake, que quer deixar terreno limpo para David Fincher em 2012.

De resto, para os fãs da série, esta terceira parte é um final digno para a trilogia nas telonas.

é isso aí,

Millennium 2 e 3 no Brasil só em 2011

Noomi Rapace at the San Sebastián Film Festiva...
Image via Wikipedia

A Imagem Filmes confirma que adiou os lançamentos dos filmes “The Girl who played with Fire” e “The Girl who kicked the hornet´s nest” (direto em DVD) para o primeiro semestre de 2011. O público brasileiro portanto corre já o risco de ver o remake americano do primeiro filme, “Os homens que não amavam as mulheres” (com lançamento nos USA em dezembro de 2011) antes de ter acesso à trilogia sueca.

O atraso do Brasil em relação ao circuito mundial ficará enorme, pois cabe lembrar que a trilogia original sueca acaba de ter o seu lançamento concluído, com a estréia de Millennium 3 no final de Outubro em vários países.

Millenium 3, que aliás, encerra dignamente a série, com nova ótima performance de Noomi Rapace (foto). A moça, aliás, parte para carreira em Hollywood (veja link abaixo). Crítica do filme em breve aqui no blog.

É isso aí,

Millennium: the story

 

Stieg Larsson's Milennium Trilogy
Image by Global X via Flickr

 

Tive acesso a um documentário, dirigido por Laurence Lowenthal, muito esclarecedor sobre Stieg, a Trilogia Millennium, e os desdobramentos do enorme sucesso desta série.  Nele, vemos a infância dificil de Stieg, criado pelos avós até os 9 anos, por razões não muito aprofundadas. O Pai e o irmão de Stieg, legítimos herdeiros da fortuna deixada pelo autor, não pareciam nada confortáveis nos seus depoimentos e fica claro que eles não eram parte ativa na vida de Stieg, e contribuíram, quando muito, bem pouco em tudo que diz respeito a ele. Ao contrario de Eva, a companheira de Stieg por 32 anos, que não aparece no documentário por estar impedida legalmente, mas mesmo assim Lowenthal consegue deixar evidente o papel e a importância dela para o escritor. A luta de Larsson contra o desenvolvimento dos movimentos neo-nazistas na Suécia fica bem explicada, através do depoimentos de Kurdo e dos atuais editores da revista Expo, da qual Stieg foi executivo-chefe. Da mesma forma, joga-se alguma luz sobre o engajamento do autor com movimentos revolucionários de extrema esquerda. São fornecidos também ótimos esclarecimentos acerca do processo de disputa da herança e da preocupação de todos com o destino que será dado a toda a criação intelectual de Larsson. Os depoimentos de Noomi Rapace e de Michael Nyqvist também são muito bons. Noomi inclusive manifesta-se contra qualquer esforço de publicação da famosa quarta parte da série, cuja existência foi recentemente confirmada.

Enfim, o documentário nos mostra muito sobre um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos. O primeiro autor a superar um milhão de copias vendidas no Kindle. Um cara extremamente workaholic, que ao invés de entregar apenas um manuscrito para aprovação da editora, entregou logo os dois primeiros volumes inteiros. Um cara que poderia escrever tranquilamente os dez volumes de Millennium. Mas tambem um cara que hoje poderia estar ao lado de Oliver Stone, tecendo loas a Hugo Chavez. Vai entender?

Para quem tem iTunes, o filme, de 50 minutos, está disponível para download na itunes Stores, de graça. Nos USA, alguns cinemas tem feito exibições deste documentário, também de graça, em uma iniciativa que poderia ser repetida por aqui. Vale a pena, principalmente para quem curte a trilogia, e quer entender como a formacao e as circuntancias da vida de Stieg Larsson foram o estopim para Lisbeth Salander e Michael Bloomkvist.

É isso aí,