Vejo Ítaca ao longe

O Tempo é perene, o Vento passa.

Coisas ruins passam, os teus valores são como o Tempo, perenes.

Temos o Tempo para cultivar os nossos propósitos, mesmo que em outras paragens. Propósitos perenes, mesmo que bata um ventinho indigesto de vez em quando.

Os desrespeitosos sucumbem, as tuas habilidades só crescem e serão nutridas ao teu Tempo. Para a perenidade.

Atitudes não éticas podem demorar para emergir, mas emergem. As tuas fortalezas idem. E as últimas o Tempo eterniza, as primeiras o Vento mesmo varre.

A tua credibilidade é para durar todo o Tempo que permitires.

Certifica-te de que tens processos bem robustos e uma estratégia flexível, que te acompanharão ao longo do Tempo. Os ventos até poderão vergá-los, mas somente para que incorporem mais energia para revidar a contento.

A crise, como o Vento, pode até te dar um friozinho na barriga, mas o Tempo,  o Tempo meu caro, tu sabes que ele está ao teu lado.

Quem está obcecado pelo curto-prazo, está preocupado com o Vento, o Tempo é para os que veem ao longe. E para quem te responder que não existe longo prazo sem o curto primeiro, responda que, sob a perspectiva do Tempo, quem não existe é este ventinho tolo.

E o que é um Ventinho, para quem mira Ítaca ao longe?

7 leadership lessons from Jon Snow

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1. the first thing is to recognize you know very little, maybe nothing at all. But that you are willing to learn

2. sometimes your best ally is your enemy

3. to lead is not to be the commander, to lead is to engage others so that they want to follow you

4. gain hearts and brains, so that others will keep carrying your message even when you are not present

5. trust is the foundation upon which we build sustainable alliances

6. diversity matters

7. If you have leaders that are willing to take you to the wrong path, oppose them and let your troops know you are opposing.

Don’t Lorem Ipsum me / Não me venha com Lorem Ipsum

(or Letter to the one who wants to lead) (ou Carta a quem quer Liderar)

Tell me the true, in every occasion

Don’t come to me with euphemisms, with a golden layer on a hardball

Be a real leader, give me honesty and I shall return with commitment

Stay away from procrastination, from hiding facts and from miscommunicating

Don’t be afraid to tell me that you do not know the answer, let’s find it together

Don’t be afraid to expose yourself, a real leader is always transparent

Above all, unwrap and expose your weaknesses, we can’t excel if you do not show the real thing

To lorem ipsum is to be tiny centimeters away from being cynic

Instead, count on me to build great content

Don’t lorem ipsum me

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Não dissimule, conte-me a verdade em todas as ocasiões

Não me venha com eufemismos, nao doure a pílula

Seja um líder verdadeiro, abuse da honestidade e eu retornarei com comprometimento

Não procrastine, não esconda nada e comunique, comunique sempre

Não tenha medo de dizer que não sabe a resposta, vamos encontrá-la juntos

Não tenha medo de se expor, um líder é sempre transparente

Acima de tudo, desembrulhe e mostre suas fraquezas, não dá para atingir a excelência sem iniciar conhecendo a si mesmo

Em suma, não me venha com loren ipsum, isto é só um tantinho menos que cinismo odioso

Conte comigo para justo construirmos o caminho, desde que voce não me venha com lorem ipsum.

When the Winds of Change hits the Wall

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The world might be closing in and we are more and more like brothers, but not every wall is broken down so easily and under festive handshaking and hugs among everybody, like the famous song celebrates. In many cases, such as the creation of a JV or in a M&A, resistance is not to be underestimated.

In every organization, when the winds of changes blows there is much more than just the magic of the moment that plays a significant role. Normally there is also a bitter taste for many of the involved, specially from the side of the ones acquired or with a minority share in the JV. The ability to identify, engage and respect these ones is the key that ultimately will define that the change agents will win or not, and if they win, whether it is going to be a pyrrhic victory or not.

When the winds of change blows straight into the face of time and in the faces of the ones reluctant to change, they tend to act as if they were the Night’s Watch guarding the Wall. They really feel it like a storm wind, like if the coldest winter of them all would be coming (and it is coming!). Peace of mind, and organizational order will only be reached if you conquer them. They can never be defeated.

The Night’s watch normally takes nothing easy. Nothing shall pass. They defend bravely their positions, they have a history, and they feel belonging to something bigger. They do not want to take any crowns or glory. But they see themselves as shields guarding something real big. You cannot just come and blow everything into the air. They will need to believe in you. You have to make them see that the change is best for them and for the children of tomorrow.

No change agent wants to reign over a devastated land, a land depressed under a permafrost of ice and snow, like Pyrrhus had to. This is no victory, this is no change. It is only destruction. A true change agent wants to hear the balalaika.

Dez ótimos filmes para refletirmos sobre Gestão e Carreira

Esta é a minha lista de filmes para instigar discussões úteis no ambiente corporativo. Não espere encontrar aqui os grandes blockbusters (A rede social, Jobs, A firma). Aqui trago filmes com maior grau de reflexão, porém, nem tão famosos. Posso ter deixado algo importante de lado, mas aqui vocês encontrarão material cinematográfico de primeira e envolvendo temas da mais alta relevância para o mundo dos negócios, fruto de uma incessante garimpagem. Como cultivo muito essa aliança da sétima arte com o Management, deixou-os à vontade para comentar que outros filmes poderiam abrilhantar esta lista.

  1. O que você faria? (El método, Espanha, 2005)

Direção de Marcelo Piñeyro

Começando por onde se entra nas empresas, o temível Recrutamento. Este é o famoso filme do “método Grönholm’. A luta desenfreada de sete candidatos por uma vaga. Um pouco fantasioso é claro, mas é bom não desprezar a criatividade dos recrutadores hoje em dia.

2. Em boa companhia (In Good company, EUA, 2004)

Com Dennis Quaid e Scarlet Johansson. Direção de Paul Weitz.

Um dos melhores da lista, porque quase que inteiramente filmado em ambiente corporativo,e para quem está em algum processo de fusão, imperdível. Para quem está longe disso, concentre-se na cena em que o novo CEO dá um discurso para lá de vazio aos funcionários e recebe um petardo impagável na forma de uma pergunta de um dos funcionários “adquiridos”. (Dennis Quaid, ótimo). E a resposta do CEO é outra coisa que não está no gibi.

3. Com o dinheiro dos outros (Other people’s Money, EUA, 1991)

Direção Norwan Jewison, com Danny de Vito e Gregory Peck

O filme com a visão do acionista em uma ação de “take-over hostil”. Memorável a cena da assembleia, onde se enfrentam as duas visões de mundo que o filme coloca em confronto: os “abutres de wall street” e os que fazem negócio por absoluta paixão e desprendimento. Se não me engano, também tem uma cena impagável onde Danny demonstra o básico do economês para os antigos donos do negócio em um quadro negro.

4. As confissões de Schmidt (About Schmidt, EUA, 2002)

Direção de Alexander Payne, com Jack Nicholson

O Diretor do aclamado Nebraska, entre outros grandes filmes (Os descendentes , Sideways) já mostrava em 2002 o que sabia fazer com muita veemência. O drama do despreparo para a aposentadoria em um filme tocante, que aborda ainda relações familiares de um jeito muito peculiar. Jack Nicholson extraordinário, com sua cara de frustrado permanente.

5. O sucesso a qualquer preço (Glendgarry Glen Ross, EUA, 1992)

Dirigido por James Foley com roteiro do grande David Mammet.

Al Pacino em grande performance, unido a grande elenco (Jack Lemmon, Alec Baldwin, Ed Harris, Kevin Spacey). A rotina de um grupo de vendedores é perturbada pela introdução de

uma competição entre eles. O melhor vendedor leva um bônus, o pior….é despedido. A regra do “Neutron Jack” explorada ao extremo.

6. Sobre aquele que nada fazia e um dia fez (Brasil, 2003)

Este é um curta gaúcho de 2003, vencedor de uma série ótima da RBS TV. Uma metáfora interessante sobre a futilidade de hoje nas empresas. A personagem principal, Ary, descobre que sua promoção está em risco pela chegada de um competidor mais jovem. Ary apela então para o “extraordinário”, quer “mudar” e vai em busca de uma opção que o deixe “moderno”. Dura cerca de 15 minutos e pode ser visto online. Humor refinado.

7. A corporação (The Corporation, Canadá, 2003)

Um documentário bomba, que questiona as corporações e seu papel na sociedade moderna. Imperdível, nem que seja para você contestar a visão do filme, muito para lá da terceira via em relação às externalidades causadas pelas empresas na sociedade. Uma visão ácida das corporações.

8. Sociedade dos poetas mortos (Dead poets society, EUA, 1989)

Direção de Peter Weir, com Robin William e os jovens Robert Sean Leonard e Ethan Hawke. Imperdível pela alta dosagem de inovação e criatividade que o Professor Keating (Williams, em um de seus melhores papéis) injeta nos jovens embrutecidos pelas amarras rígidas do código social vigente. Um filme com potencial de transformar qualquer um. Se você for jovem veja imediatamente, se você for mais crescidinho, veja também. Sempre é tempo.

9. Tucker (Tucker, EUA, 1988)

Direção de Francis Ford Coppola, com Jeff Bridges

A inovação, o espírito criativo, os erros, tudo sobre este processo fascinante na vida de Tucker, o homem que queria revolucionar o automóvel. A inovação vista por dentro.

10. A questão humana (La question humaine, França, 2007)

Direção de Nicolas Klotz, com Mathieu Amalric

E se na empresa em que você trabalhasse eclodisse uma crise ética de altas proporções? O filme vai até o fim na busca das respostas. Profundo, reflexivo, europeu até a espinha.

Boa sessão, ou sessões!

Inovo, logo crio o que existe.

Fiz este texto para homenagear a um amigo e colega. Mas preciso dividir com todos vocês.

Motivados pelo Novo, seguimos o caminho como Veículos do Inexistente. Esperançosos virais de hipóteses a serem comprovadas. Instigadores do inédito. Rejeitamos a acomodação, refutamos crer que não se possa fazer melhor, quer pelo simplesmente diferente, quer através do inusitado. Adoramos respostas que abrem mais perguntas, como a luz passando pelo prisma e abrindo mais alternativas. Olhamos o passado para apreender, mas mais ainda, cerramos os olhos para tentar enxergar o que está além do horizonte. Escutamos a voz da experiência, mas aguçamos nossos ouvidos de vez para um som cujo timbre só o mais profundo silêncio pode nos permitir escutar: a voz interior que nos impele a fazer o que ainda não foi tentado. Sentimos na pele todas as coisas boas e também todas as agruras, mas nos arrepiamos mesmo é com o frisson das perspectivas do que ainda não pode ser tocado. O mau cheiro daquilo que fenece, que se vai, não nos incomoda porque sabemos que logo, logo o que recém floresce trará aromas indescritíveis. E, mesmo que tenhamos tido que engolir alguns indigestos sapões ao longo da luta, seu gosto arrefece diante do que realmente nos faz salivar.

A Inovação como Norte não é como agarrar-se a uma tábua de salvação, ou a uma Esperança apenas alicerçada na Fé. Tábuas de salvação e Esperança estão para os que se deixam levar, para os apóstolos do Acaso, do fortuito, dos Deterministas. A Inovação como Norte é terra de bravos, dos destemidos, dos que moldam a sinapses o que virá, o que será, o que iluminará. Há algum espaço para improviso, e os erros são partes do acerto maior. Mas, finalmente, o que garante o êxito da empreitada é este meu, teu, nosso Indomável Espírito do Buscador.

Mudança

De saber-se um crápula exalava com precisão os maiores impropérios. De achar-se um divino executava as maiores imprudências. De ter subjugado a todos mantinha os olhos fixos no nada.

A tudo e a todos igualava na baixeza dos tratos, na imundície dos pensamentos, na agressividade dos gestos. Pensava-se o maior. Aquele que não tem nem nunca tivera nenhum igual, a referência, o Um.

Foi quando se sentiu apunhalado vigorosamente, a espada cravando-lhe o coração bem no meio. Da horda de seguidores surgira aquele vergalhão imenso. Da multidão disforme havia se sobressaído Algo Novo, ganhado altitude e força e sobre o Um lançou-se como um bólido de videogame. O atingiu e se foi. De relance, Um viu Algo Novo voltando a se imiscuir entre todos, mas não sem antes poder perguntar:  “Como te chamas”. Algo Novo,  já percebendo a vitória iminente, responde, altivo: “Sou a mudança,  o que ainda não vês, mas que já te rondava havia muito. Fostes demasiado obtuso, o teu riso sempre presente, e não te destes conta, o poder te fragilizou”. O que antes era o impiedoso Um se desmantela diante de Algo Novo. “Incorpore-se a mim, implorou o Um,  juntos seremos ainda maiores e imbatíveis”. Algo Novo contesta: “Não percebes que já estás caído. Logo, logo te farei arder, já não podes mais. Resigna-te”.

E o Um fenece. Um que antes era tudo, já nada. E resplandece Algo Novo. Instantes depois, porém,  já se percebe neste os mesmos certos sinais que eram tão comuns em Um, os lábios vão se aproximando das orelhas lentamente, o que com certeza surge é um sorriso.

Na multidão, candidatos já se agitam. Algo Ainda Mais Novo já desponta célere e começa a sobressair da horda de seguidores com uma faca afiada na bainha.