Vai um arzinho aí, patrão?

Existem semáforos que não servem para organizar o trânsito, eles apenas regulam onde você vai continuar parado, se antes ou depois dele. Nestes grandes nós da Urbe-mor, lá estão eles. Os ambulantes, que perambulam lépidos e faceiros por entre os carros, estes verdadeiros imóveis que fumegam, com seus pacotes e mais pacotes daquele chocolate aerado. Eles não têm nenhum outro, só este, o dos inúmeros furinhos de ar. Repito, nenhum outro. Esteja você parado onde estiver, eles só te proporão aquele. O da embalagem vermelha. E eu fico me perguntando por que esta preferência, qual a razão deste monopólio? Por que desprezam tanto os motoristas que anseiam por um outro, digamos, um mais crocante? Ou um outro que amoleça menos rápido? Ou ainda um com recheio de castanhas, passas, o que seja? Não, só te oferecem o do recheio de arzinho.

E é barato, mais barato que no mercado, mais barato que no armazém da esquina, mais barato que em promoção de site de desconto coletivo, mais barato que em qualquer outro lugar. Por que será? Será mais fácil de transportar, sendo mais leve, tendo ar?

Será falso? Terá ar de segunda injetado nele? Ou pior ainda, conterá algum tipo de gás venenoso, letal? Estariam fora do prazo de validade? Derretendo? Provavelmente não, já teriam descoberto a fábrica clandestina há muito tempo. Ninguém pode produzir tanto chocolate impunemente. Seria um ato estratégico de desova da fábrica oficial? Uma tentativa desesperada de livrar-se de um choco-abacaxi? Provavelmente não, o tal furadinho também vende bem nos supermercados, nos botecos e em farmácias. Adicionalmente, quanto mais sobem as commodities, o açúcar, o cacau e etc, melhor vender ar. Aprendi que a densidade do tal areado pode ser a metade da de um chocolate sem furos. Portanto, não há lógica econômica na questão. Mas alguma lógica deve haver, embora eu não consiga encontrá-la.

Só de pirraça, nunca compro o tal do arzinho, nem no semáforo, nem no mercado, embora morra de vontade.

Até o sinal abrir para mim, daria para devorar uns dois.

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Dicas para melhorar o trânsito em São Paulo

São Paulo, Restaurant Week e uma reserva no La Vechia Cucina (delícia).  Bastaram alguns atrasos para o tema trânsito vir à tona, entre ataques maciços ao couvert estupendo. As brilhantes coisas simples, mas que funcionam, para resolver o trânsito da cidade, foram novamente enumeradas.  Com esta inspiração, edito esse post de 2008, já que a CET ainda não ouviu, e por conseqüência, nenhuma das medidas foi implementada (ainda…).

Vamos lá:

1. Acabar com as valas intransponíveis nos cruzamentos.

          Já perceberam o quanto isso dimunui a velocidade? É impossível manter o carro em um bom ritmo, porque para atravessar estes verdadeiros fossos secos sem quebrar a suspensão do seu veículo, só quase que parando o carro e passando em primeira marcha. Disseram à mesa ontem que foi coisa do Maluf…..

2. Não trocar o nome das ruas e avenidas por praças.

          Muitas pessoas não são tão familiarizadas com a cidade em todos os seus bairros, e muitas vezes as pessoas precisam das placas para se orientar e fluir no trânsito. Mas como saber se você está certo, se você esperava cruzar a Av. Europa, e o que aparece para você na plaquinha azul é “Praça do Vaticano”? Ou Avenida Ibirapuera virando “Praça do Pombo” ?  O que é isso?

3. Onda verde

       Alguém tem de estudar melhor o sincronismo dos semáforos em certas avenidas de alto fluxo. Certamente que não é bom para o trânsito como um todo o fato de que mal os carros entram em velocidade já estão parando de novo por causa do próximo semáforo. Alguém já ouviu falar de semáforos inteligentes aí?

4. Proibir dobrar à esquerda em avenidas de alto fluxo

       Exemplo: Avenida Brasil. É impressionante o que um único veículo que se prepara para fazer uma conversão à esquerda produz de congestionamentos. A solução, além de proibrir a conversão, é diminuir até o número de cruzamentos possíveis para dar ainda mais fluidez. Não pode ser que cada quadra tenha um semáforo.

5. Construir pequenos viadutos em cruzamentos de alto fluxo

        Cruzamentos cujos semáforos duram dois minutos são insuportáveis. Ponto.

6. Nivelar as tampas de bueiro

        é uma catástrofe. Que constem nas estatísticas como verdadeiros buracos. Alguns bueiros certamente têm a capacidade de destroçar com alinhamento e balanceamento de rodas.

É isso aí, ou pelo menos é o que me lembro agora. Posso ter perdido algo, inebriado pela vitela tone, que foi acompanhada por um Catena. Vai saber.

Dez razões para o Grêmio ajudar o Inter!

Acompanhado de nobílissimas figuras, como o Luis Fernando Veríssimo, que tem ótima crônica no Estadão e na Zero Hora de hoje sobre o tema, e do Carpinejar, que recentemente postou em seu blog, fica aqui o minha contribuição para a(s) final(is) do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2009:

1. Pela honra gaúcha
2. Pela hombridade deles mesmos
3. Pelo fim do mau-caratismo no Futebol
4. Pela preservação dos pontos corridos
5. Para eles terem a quem recorre depois, sei lá, vai que precisam escapar da segundona de novo
6. Nem que seja para que não entendam mesmo a nossa rivalidade
7. Flamengo? Lembrem quando o Nunes marcou no Olímpico e tirou o título de vocês?
8. Pelo ineditismo dos colorados se abraçando com os gremistas (nunca vimos, né?)
9. Pela emoção de ver o Beira-Rio lotado louvando o Grêmio (outra inédita!)
10. Para nós cairmos em uma chave mais difícil da Libertadores ( o campeão pega só pedreira, pelo sorteio, incluindo a UCL, que nos tirou da sulamerica ese ano)

É isso aí!

Cemitério de calotas

Resgistro curioso do feriadão: Trafegando pela Rodovia Oswaldo Cruz, nos deparamos com centenas de calotas perdidas pelos automóveis. A explicação mais provável que encontramos é que as constantes freadas acabam por “liberar” as ditas cujas, pelo acúmulo de atrito no sentido inverso da rodagem. Deu para entender?

Ficam as fotos para comprovar.

É isso aí,

Museus em New York : o máximo pelo mínimo

Vai aí um update dos museus de New York, para se aproveitar o máximo pagando o mínimo:

1. MET: embora tenha um preço recomendado de USD 20, você pode se manifestar e dizer quando quer pagar. É falar na frente do caixa mesmo, na hora de comprar o ticket. Eu e Dani pagamos USD 10 para ver Vermeer e foi justo.

2. The Frick Collection: bem, o velho Mr. Frick juntou uma senhora coleção de obras incríveis, que vale muuuuito a pena ver: Rembrandt, Monet, Vermeer, Goya, El Greco, Ticiano, o cara comprou com muita qualidade. Domingos, das 11hs à 13hs, você entra pagando o que quiser também. Nos outros dias, USD 18.

3. Guggenheim: mudou o dia da barbada, desde Maio que passou das sextas-feiras para o sábado, a partir das 17h30. Daí é de graça.

É isso aí, fico devendo o MOMA.

Os Über-bobos

Carga tributária, Senado Federal
Confusão dos fretados, mensalão
Juros da poupança
que lambança!

Satiahagraha
queda do superávit primário,
alô Brasil, sai do armário!

Lá vamos nós
para mais um futuro atroz?

Os über-bobos
a reboque
de toda essa gente escroque.

É isso aí!