Como ser Global

Fazia um calor somaliano, mas logo caiu uma tormenta monçonica daquelas. Foi quando resolvi escutar aquela música coreana, e de repente vi passar um garoto com a camiseta de um time da Catalunha. Quando chegou o tuíter da blogueira cubana, eu passava bem em frente ao chópingue cuja entrada possui uma réplica em escala 1/20 da estátua da liberdade. Ainda bem que a escolinha da garotada é trilíngue, pensei, enquanto via as babás paraguaias desfilarem seus carrinhos italianos e seus bebês quase. Entrei para comprar pão na padaria com o logo da torre Eiffel, que combina com o edifício onde moro, que tem nome de chatô francês.

Voltei para casa com o pibinho subsaariano insistindo em aflorar em meus pensamentos, mas logo deixei as preocupações de lado, pois os bolivianos do matadouro clandestino avisaram que vão sim me mandar um lhama peruano que eu vou assar no halloween.

Hoje de noite vai passar um filme iraniano que nossa amiga venezuelana vai traduzir para nós. Não sei bem como ela apreendeu farsi, mas se entendi bem parece que ela freqüentava festinhas que o davam para o Ahmadinejad em Caracas.

De entrada, vamos fazer uma salada russa, e ainda bem que não me esqueci de trazer o iogurte grego para a patroa.

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