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Éramos sóis, éramos felizes, éramos a eira e a beira. Da grande teia, ninguém, um minúsculo fio. 
Éramos assim, éramos assado, éramos o queríamos ser. Na veia, só sangue bom. 
Éramos muitos, éramos nada, éramos a grande virada. Na corrente, porém, o elo fraco. 
Éramos demais, éramos o enigma, éramos a esfinge. Mas não nos decifraram. 
Éramos a solução, éramos o padrão, éramos o que ninguém mais era. Mas não nos escutaram.
Éramos erráticos, éramos volúveis, éramos frágeis. 
Somos poeira das estrelas.

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