Walking Dead in Terra Nova, but A Gifted Man can save The Killing

Um caçador de boas séries sofre. Sofre com a desorganização da TV paga no Brasil, com a idéia ridícula de dublar para aumentar audiência, com as grades de horários mal estruturadas. O garimpo hoje em dia é árduo, a profusão de itens ofertados disparou. Comento aqui rapidamente o que andei vendo na nova temporada, deste segundo semestre de 2011:

1. Terra Nova

deveria ser uma obra-prima, mas tornou-se um pastiche absolutamente descartável. É rebuscado, e leva a assinatura de Steven Spielberg na produção. Mas ele aqui apenas reproduziu velhas idéias. Nada de novo. Fica com gosto azedo de Jurassic Park IV misturado com um filme z qualquer. Ainda que o capítulo inicial tenha sido de tirar o folêgo, uma vez que a trama se desloca para o passado longínquo a que são enviados os protagonistas, o que temos é um caldeirão de clichês e situações absolutamente mal pensadas. Parece que o roteiro foi concluído às pressas, deixando lacunas tão imensas quanto a suposta fenda no tempo que eles encontraram para deslocar os personagens do século XXII para a pré-história. E definitivamente, Spielberg deveria deixar de lado a obsessão com dinossauros.

2. A Gifted Man

bom começo, a partir de uma idéia um tanto amalucada de um espírito que de repente aparece para um médico super-famoso. Um Dr. House sem os arroubos característicos do médico mais famoso da TV, com uma visão à tira-colo. Promete. Aparentemente a trama não vai descambar para o esoterismo. O Dr. acha que está paranóico ou coisa parecida. Sua irmã o impele a buscar ajuda de um xamã. Onde isso vai parar?

3. The Killing

Quem matou Rosie Larsen? É o melhor que estou acompanhando. Um caso típico de trama policial com assassinato, mas com um enfoque diferenciado. Há sim todo o acompanhamento tradicional de pistas que conduzem a falsos suspeitos e há também os incríveis insights da detetive que vê o que mais ninguém vê. Porém, o recheio que dá o sabor peculiar a The Killing está na profundidade com que se lida com a dor das vítimas, na coesão de caráter dos personagens, nas tramas paralelas bem articuladas. As locações em Seattle, de onde a detetive não consegue sair para o seu casamento, transmitem toda a sensação de mal estar. Tudo sempre muito cinza. Ótima pedida! A lamentar apenas a desorganização do canal A&E, que traz a série em versão dublada, não tem sequer uma vinheta para o início e fim de cada parte. E ficamos vendo aquelas mesmas chamadas para os outros programas do canal, insistentemente.

4. Suburgatory

Boa sacada, embora parte de algo requentado, por tratar da vida nos subúrbios com aquele clima de sonho mas que na realidade esconde uma podridão só. Já vimos muito isso, mas a dosagem de humor da série, como que zombando de si mesma, faz a diferença.

É isso aí,

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