Da série: “poesia, aqui me tens de regresso”

O meu silêncio escancara

O que minha fala mascara

A minha topologia não é plana

Mas minha escrita é que te engana

Meu toque assim com desapego

Tira todo teu sossego

Filmo o alvoroço

Dos pelos em teu pescoço

E com um olhar sem critério

Sigo navegando este Império

Nas tuas fendas

Minhas oferendas

Em tuas entranhas

Minhas façanhas

Por teus dotes

Meus pinotes

E preencho de bravuras

Tuas ranhuras

Pulsam artérias

Muito sérias

Sobram sandices

Em tuas planícies

E por entre as brechas

Das tuas mechas

Saio, retirante

Pobre Infante

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