The Controller’s dilemma

Em um recente evento no qual fui painelista, discutimos a função do controller nas organizações. Um debate vigoroso surgiu a partir da óbvia necessidade de se rever o escopo da função urgentemente, face aos desafios atuais das empresas.

Ao mesmo tempo em que surge uma emergência para que o controller incorpore uma visão muito mais estratégica, focado menos no passado e mais orientada ao futuro do negócio, temos também a necessidade de ter este personagem, este eminente ser corporativo, capaz também de dominar os riscos da operação, e que ainda seja aquele que preze pela coerência e confiabilidade das informações financeiras.

Um  belo desafio, sem dúvida, para o qual os controllers atuais precisam atentar. A complicação já começa no nome da função.  Controller remete a organizações hierarquizadas, focadas nas velhas estruturas de comando e controle.  Quem ocupa a função paga um preço hoje em dia, sendo meio que estigmatizado com esse ranço de controle e nada mais. Muitos o vêem como alguém que está ali para apontar o erro, o desvio do orçamento, o negócio mal feito, o risco tomado em exagero.  Nas empresas modernas, e que querem inovar, manter uma estrutura baseada em comando e controle é a chave para o fracasso.

Porém, outros bons nomes ainda não surgiram para designar a amplitude de atuação destes guerreiros corporativos.  Baltroller poderia remeter ao mix da função com o Balanço e a Contabilidade, e neste caso o pobre homem não só tem de debulhar a performance do negócio, mas também vigiar o Sacro Império de Luca Pacciollo. Já Biztroller remete ao mix com o Business, o negócio, e aí o homem não só tem de saber tudo sobre os drivers do crescimento e do resultado sustentável, como também ter o faro do Novo, remodelar, redesenhar a Organização. Atrapalhado entre estes conceitos, o controller não controla nem seu próprio destino.

O que este híbrido corporativo precisa incorporar é a capacidade de olhar para o futuro e não só ler informações de resultado que já aconteceram. Um ser capaz de participar da Estratégia da Organização, interpretar e escolher alternativas que se alinhem com a Visão. Um ser com faro de perdigueiro para as oportunidades e com olhos de lince para os riscos.  Um ser que participa também ativamente do ambiente externo da organização, que se envolve com todos os stakeholders e que tem comunicação eficiente em todas as esferas.  Um ser que não apenas proporcione informações de qualidade para a Gestão, mas que também assuma a própria gestão, conjuntamente com outros membros.

E fica aqui a busca pelo nome adequado. Quem se habilita?


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2 thoughts on “The Controller’s dilemma”

  1. Estimado Bardagi: Aceitando o convite, aventuro-me pelo caminho do esporte, de modo a dar um pitaco, no pensamento do amigo. O Controller que se tem, absorvido´pelo universo do Balanço e Contabilidade, em linguagem boleira, equivale ao Caçapava (para os mais antigos), ao Edinho (inter 2006), enquanto que, o sonho ou desejo, é transformar essa figura (Controller), em Romário, Zico, Neymar…e outros tantos, capazes de enxergar o futuro, antes que se transforme em presente. Se pensei um absurdo, me perdoe…é coisa de advogado.

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