Millennium 2 – Crítica do filme “A Menina que brincava com fogo”

triste encontro – cortesia do site americano

Zala – Cortesia do site americano

A seqüência de Millennium nas telonas, “A menina que brincava com fogo” não causa o mesmo impacto que o primeiro filme da série, infelizmente.

Embora contando com o mesmo núcleo de atores, que fazem ótimas transposições para os papéis de Bloomkvist e Salander, principalmente, e também com uma escolha acertada de “o que” mostrar do calhamaço de 606 páginas de Stieg, há erros demais no ritmo da trama, que ficou, para empregar um termo de “robebine, por favor, mas com outro sentido, “suecado” demais.

Explico: Tanto se fala da refilmagem americana do primeiro filme, os homens que não amavam as mulheres, e na maioria das vezes, em tom de crítica, pois hollywood tenderia a fazer uma película menos densa e mais embalada pela ação do que o que seria adequado, quanto neste caso deveríamos já ansiar pela refilmagem. Porque no segundo tomo, Stieg havia deixado a bola quicando para hollywood. Ele parece que escreveu o livro já roterizando, e quem leu e lembra do final espetacular desta segunda parte, sabe do que eu estou falando. É puro mainstream.

A filmagem sueca peca por não saber justamente aplicar a dose certa de suspense em diversas passagens, peca pelo mau uso da trilha sonora, que não contribui para elevar o suspense ou a ação. A trilha só é boa nos momentos, digamos, densos, reflexivos, dos personagens. Há o acerto de se limpar a trama da enormidade de personagens secundários que, de certa forma, até poluem o livro um pouco, mas até mesmo personagens intermediários, de boa participação e importância na trama, foram relegados não ao segundo, ma ao último plano, como no caso de Miriam Wu. Dag e Mia, o casal envolvido no evento que dispara toda a trama do segundo livro, aparecem por menos de um minuto!

E Zala, o apocalipse em pessoa, não é mais do que um arremedo de vilão. Decepcionante.

Acredito que teremos de passar pelo sofrimento de ver uma má refilmagem do primeiro filme, para termos finalmente, lá por 2013, uma versão mais bem acabada do segundo. Chance para hollywood. UPDATE: veja crítica sobre a versão extendida aqui

Veja minha crítica sobre os livros aqui.

É isso aí

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4 thoughts on “Millennium 2 – Crítica do filme “A Menina que brincava com fogo””

  1. Música boa apenas nos momentos reflexivos de MB.
    Isso só reforça a idéia de que esse pessoal valoriza o pensamento. O primeiro filme é demais. Adoooorei. E adoro MB.
    Hollywood está pensando em Daniel Craig para o papel de MB. Será?

    1. É…MB é “o cara”, ah ah ah. A produção da refilmagem americana ainda não confirmou o elenco. Por enquanto, só rumores.

  2. Assisti os 3 filmes, graças ao the pirate bay.
    Sinceramente? Os livros sempre são melhores.

    Nos 3 filmes os cortes foram drásticos demais e houve trechos em que a história foi alterada.
    Óbvio que o filme jamais irá exibir pequenos detalhes significantes, porém, alterar personagem, aí já é demais.

    Obs: Ao invés do juiz “Iversen” no 3° livro, eles optaram por uma juiza…

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