Vou te contar…

Quixote, Brancaleone e Pirro. Encontro em uma Lan House.
– Rá….minha lança implacável acaba de te derrubar, Branca
– você tá vendo coisas, mouro duma figa. Você acertou a árvore.
Quixote aproxima-se mais da tela para ver melhor. Busca os óculos no paletó.
– Hei, vocês! exalta-se Pirro, de repente.
– Que foi cara?
– vejam o placar, estou na frente!
– vamos deixar você ganhar, já falamos.
Vai ganhar, mas não vai levar, pensam os dois.
Passa uma gatinha muito nerd, de óculos, e Quixote cai perdidamente de amores. Tenta desesperado se aproximar. Não vê o exercito de Branca o cercar.
– você vai conosco agora, está sob nosso domínio!
– quimera! Vocês não passam de um bando de ladrões!
Os homens de Branca hesitam, mas capturam Quixote. No que este começa a negociar:
– hey, valho mais morto do que vivo!
– o quê?
– não…quer dizer..Branca, não prefere ficar com minhas propriedades e me soltar?
– que propriedades?
– aquelas ali, será que não vêem o que eu vejo, meu Deus!
-Branca, solte-me! Tenha piedade, você é como eu! Feito à minha semelhança!
-Você segue delirando homem. Masmorrra !
Neste meio tempo, os exércitos de Pirro já conquistaram três quartos do jogo.
-veja, Pirro, está indo bem!
-diabos, Brancaleone tenta uma reação, mas atrapalha-se como o joystick e comete suicídio.
Quixote, finalmente livre, dedica-se a fazer poemas para sua nova musa.
Pirro ganha, como esperado, mas não tem o que comemorar. Ninguém está brincando mais.

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