Onde os sérios não tem vez (“No country for a serious man”)


Que coisa é ver o último filme dos irmãos Cohen. Esqueça a polêmica sobre religião, se eles modernizaram o Livro de Jó ou se eles fazem na verdade uma crítica exacerbada do judaísmo, ou ainda ambas as coisas. Para mim, a essência está na discussão de Valores. Como ser ético em uma sociedade que só valoriza os fins? Como educar para a vida? Onde está a Verdade? Quem se advoga o direito de ser perfeito pode ser confiável?

É emblemático que o início da música do Jefferson Airplane, “Somebody to love”, que um dos personagens está sempre escutando, seja proferida pelo terceiro rabino como um texto sagrado:

”When the truth is found to be lies
and all the joys within you dies”

O que fazer então? Se tudo a volta é mentira, e toda a graça dentro de você já morreu?
Está é a pergunta dominante, excruciante, que permeia todo o filme.

E como comentou a Dani, “nenhum personagem se salva”. Porque todos humanos.

Bravo.

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