And the Oscar goes to….the Oscars!

Steve Martin e Alec Baldwin formaram uma dupla interessante, tiveram um roteiro criativo e desenvolveram piadas na maioria dos casos inteligentes. A abertura da cerimônia foi de alto risco, podemos dizer assim, pois dirigir-se diretamente aos atores na platéia e fazer piada, poderia ter causado alguns reveses, como eu acho que de fato ocorreu com George Clooney, que não gostou nadinha do que ou(viu). Já a piada sobre judeus e o personagem de Christoph Waltz foi um arraso. Waltz, aliás, fez um discurso de agradecimento arrasador, com uma fluência absurda no inglês. Penelope Cruz ficou a léguas de distância, sem conseguir disfarçar seu sotaque terrível. Passo a pensar que ele pode estar sendo dublada nos filmes…

O Oscar também teve muita sensibilidade na homenagem a John Hughes e a idéia de reunir toda a geração “brat pack” dos anos 80, sob a liderança de Matthew Broderick, foi tocante. Bastou tocar Simple Minds para nos vermos todos na sala de castigo de “Clube dos Cinco”!

Outro toque inteligente foi a forma como foram apresentados os candidatos a melhor ator e atriz, com parceiros de cena fazendo depoimentos críveis e genuínos sobre quando trabalharam juntos. O que Michelle Pfeifer falou de Jeff Bridges, lembrando a sua atuação conjunta em “Susie e os Baker Boys” foi muito legal, e víamos Jeff muito tocado, escutando tudo quase que incrédulo. Quem escreveu para ela, parecia já saber que o prêmio era dele.

As performances de street dance, representando a trilha sonora dos filmes, também foi um acerto e substituiu muito bem a performance via de regra cafona das músicas candidatas.

Outro acerto foi a apresentação dos roteiros, com a projeção dos textos sincronizadas com as cenas dos filmes, muito bom.

A limitação de tempo para os agradecimentos parece ter realmente posto um pouco de ordem na coisa, pois somente em dois casos a música teve de ser acionada e o microfone do agraciado ser cortado. É claro que os rigorosos 30 segundos não valeram para Jeff, Sandra e Kathryn, pois aí seria demais.

Ben Stiller arrasou como um Na´vi:

E no final, Steve Martin desferiu o golpe final em Avatar, dizendo que agora o megablockbuster estava no passado……

Enfim, um belo espetáculo, finalmente à altura da expectativa do público, em um ano de virada para indústria cinematográfica.

É isso aí!

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