Um livro: Terras Baixas

Terras Baixas vinha carregado de boas expectativas. Uma certa nova literatura americana, loas rasgadas da crítica especializada. Arrisquei.
O livro é curioso, para dizer o mínimo. Uma mistura meio sem nexo de coisas como Críquete, o sonho americano pós 11/9 e relacionamentos esfacelados. Tudo isso costurado em um relato que fragmenta as idas e vindas dos personagens de tal forma que nunca sabemos quando é o presente e quando é outro tempo/dimensão.
É certo que Joseph O´Neill escreve bem, produz frases de efeito à exaustão, dá sabor a coisas malucas como quando descreve alguns dos hóspedes mais doidões do Hotel Chelsea, que é para onde ele se muda quando se divorcia de sua mulher. Há muita propriedade também ao descrever as peripécias pelas quais passam os imigrantes nos EUA, seja na obtenção de um documento de identidade como na conquista de uma carteira de motorista. Há muito de curioso sobre uma Mannhattan que o turista comum não vê.
Joseph constrói a personagem central, um cara frio, áspero até, que considera tudo o que ocorre à sua volta como um fato, com muita falta de emoção. Dinheiro à rodo, esta figura não parece se envolver com nada, tem memórias até carinhosas da sua família, mas é, na essência, um ser totalmente desagregado. E o livro, infelizmente, tem a mesma falta de ritmo e emoção deste sujeito patético. E não deu para aprender nada sobre Críquete, eta jogo ruinzinho.

É isso aí,

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