Dois atores, duas cadeiras. E só.

Em tempos de malabarismos tecnológicos, onde pipocam as maiores bizarrices, como câmeras na mão dos atores e telões ao fundo do palco, duas peças nos brindam com o melhor que o teatro pode oferecer, mesmo que seja no século XXI: um texto inteligente e ótimas performances dos atores. É o caso em duas montagens hiper-minimalistas deste começo de ano: Anatomia Frozen e In on It.
Cenário: zero, somente os atores e duas cadeiras (bem, três no caso da primeira, mas é a mesma coisa).
Texto: fortes, criativos e densos. Anatomia Frozen tem um tema extremamente difícil, que é a pedofilia e assasinatos em série. O texto de Byrony Lavery é direto, e a montagem opta por uma linha linear para a condução do drama, o que facilita o entendimento. Já em In on it, as idas e vindas do texto de David MacIvor, e o fato de que os atores assumem 10 personagens distintos, demanda mais do público. Veja no blog roll aí na coluna do lado o link para o blog da peça, aqui no wordpress mesmo. Tem muitas informações sobre a peça.
Performance: um primor, os atores dão um show em ambos casos. Em Frozen, a sutileza dos movimentos do ator que interpreta as duas mulheres é o melhor e em In on It, a suave transição entre comédia e drama é sempre muito bem feita. Belo jogo de iluminação e criativo o posicionamento em cena dos atores.

Ambas valem o ingresso. É isso aí,

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