Avatar não é um filme

É muito mais. James Cameron brinca de Deus, cria um Mundo inteiro, vê o futuro da Humanidade e vai além. Subverte a “lógica” e o virtual vira real. Há tanto em Avatar, que parece difícil que a narrativa tenha menos de três horas. E é tão bem estruturada que não as sentimos (as tais horas) passar. Digo assim, no sentido de que o teu corpo possa começar a pedir para se virar na cadeira. Por que no sentido de perceber, ser tocado por, bem aí sim, sentimos muito. Só me lembro de algo semelhante em Blade Runner e na trilogia de Senhor dos Anéis. Com a ressalva de que Ridley Scott e Peter Jackson estavam suportados por Dick e Tolkien. Um roteiro original assim, como Avatar, é raríssimo, e todo o alvoroço em torno do “filme” está plenamente justificado. Difícil até ordenar tudo o que vem à cabeça e que é passível de ser analisado em Avatar. James Cameron brinca com coisas sérias, como a degradação da natureza, critica o capitalismo predatório, faz homenagem à Alien, revive e relança o 3D, transpõe da web para o “mundo real” dos avatares (muitos já haviam feito os seus avatares, em sites como Second Life, não é mesmo?), usa da Mitologia (Pandora), trabalha a linguística e a sexualidade, enfim, tenta ser enciclopédico. E o faz com competência.

É isso aí,

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