A elegância de Woody Allen

A príncipio soa muito estranho falar da “elegância” de WA, principalmente se nos lembrarmos dos primórdios da carreira deste cineasta tão original. “O cara”, alicerçava seus filmes em um histrionismo para lá de físico, com as gags mais estapafúrdias acontencendo em cascata, minuto após minuto. Sem nenhuma elegância ou apuro visual. Mas o título acerta, digamos, se olhamos para a unidade da obra de Woody a partir de “Annie Hall”. A partir daí, identidade, estilo e criatividade andarem sempre juntos, claro que com altos e baixos, mas sempre com muita elegância. Elegância tal que identificamos logo nos créditos, sempre com as mesmas letras simples, brancas, sobre o fundo totalmente preto. A partir daí, pronto, mergulhamos no mundo de WA. Embora muito discrepantes, as exposições sobre Woody na série promovida pelo CCBB neste início de mês em geral foram bem realizadas, com os professores utilizando-se de muitos takes dos filmes mais importantes da profícua obra do autor para exemplificar seus pontos de vistainteressante ter participado de algumas sessões. Ponto alto para a análise de Cássio Starling Carlos, sobre o cinema de ator e ponto fraco para a análise da “fase européia” do autor, feita por Luiz Carlos Oliveira Jr. Tanto que a melhor resposta que obtive nesta sessão foi de um outro ouvinte, que comentou brilhantemente sobre o “jogo” de WA com a suposta “femma fatale” de Scarlet Johansson em “Match Point”.

É isso aí, e daqui a pouco tem o próximo filme dele chegando.

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