Fusões e Aquisições – O círculo vicioso da não-mudança

Um dos grandes temas em M&A´s é a busca pelo rompimento. Há que se romper com Visões que deixam de ser válidas, com Estratégias que perderam o sentido, há que se romper também com diversos paradigmas para se avançar na construção de um novo futuro. Muitas vezes esse novo futuro será construindo com aquele que até ontem era seu inimigo ferrenho. O Brasil está repleto de exemplo recentes: Itaú e Unibanco, Gol e Varig, e agora Perdigão e Sadia, para ficar nos mais renomados.

Como lograr o rompimento é a chave do sucesso. É claro que na história de sucesso dos comprados existem coisas valiosas que devem ser preservadas. Romper sem jogar fora aquilo que é valioso é um desafio e tanto.  É como diz o professor Mário Sergio Cortella, do passado podemos ter saudade, podemos honrá-lo, mas não podemos ser nostágicos, apegados demais. Saudade é bom, nostalgia é doença.

O maior rompimento é aquele vinculado ao aprendizado. Quem não se dispõe a aprender não se atualiza, envelhece. Em uma época onde o conhecimento é imprescindível, isso é suicídio organizacional. Aquilo que eu sei e que foi útil na minha empresa antiga pode perder o sentido rapidamente e o Novo deve ser buscado.

É por isso que um dos maiores desafios em fusões é a identificação daqueles membros da organização que se recusam a revisar seu passado, se recusam a tolerar as novidades. Onde encontrá-los? Via de regra estes são os que sempre encontramos reclamando das coisas nas rodas de cafezinho, pelos cantos em geral. Não é difícil encontrá-los. Mas a chave da questão é outra: por que eles estão reclamando? Por que se recusam a aceitar o Novo? E aí vamos nos surpreender. Vamos ver que a culpa pode não estar neles, e sim no círculo vicioso da não-mudança. Explico: suponhamos que você na sua empresa anterior detivesse um certo conhecimento específico, de um processo qualquer. Bom, na empresa nova este processo não é mais utilizado, então a empresa pode “se lixar” para o fato de que você sabe o que você sabe. No momento em que isto ocorre, o seu conhecimento estaria sendo desprezado. Tudo aquilo que você aprendeu, não vale nada. Se é assim, como você reage? Passa a ver as coisas novas com muita decepção. Esta decepção é a mola propulsora da sua resistências às novidades. Você não quer mais aprender! E se você não aprende coisas novas, a empresa nova não reconhecerá você. Percebeu o círculo?

É isso aí.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s