Woody Europeu

Bem, Vicky Cristina Barcelona é um grande filme. Sempre fui fã de Woody Allen, desde Annie Hall (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa), acho que em 1977! Pois não é que o homem se renovou de maneira sensacional nesta fase européia? Depois de ver aos três filmes “londrinos” do mestre, Ponto Final, Scoop e O Sonho de Cassandra, nos quais ele já havia feito várias transformações importantes, este filme “almodovariano” é ainda mais transformante. Woody fale de mudanças, desapego, despreendimento, empreendedorismo e lê a mente das mulheres com muita propriedade. A prova disso é que os personagens femininos são muito mais críveis que o masculino. O filme flui magicamente e preende a atenção até o final, que se para alguns é meio insoso, para mim, representa nenhum final, por que nada acaba, todos têm de continuar suas buscas pessoais. E é assim que é, não é mesmo? Nunca acaba.

Os personagens vivem conflitos morais de alto teor, na busca da felicidade. Woody parece ter uma tendência a favorecer certos comportamentos, e para quem conhece um pouco da sua biografia, parece em alguns momentos querer expiar as próprias experiências. Vale. É uma espécie de “sensemaking”:  Tudo aquilo que eu faço, para ser justificável, acaba reescrevendo meu próprio passado. É a busca do Homem pela relação causa-efeito em tudo. Intrigante.  

De qualquer maneira, um belo filme, com Penelope Cruz dando um show. E olha que ela só entra no filme depois de transcorrida já uma boa parte.

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